Se o zero é a ausência ou a potencialidade de tudo, o um o Princípio Masculino Universal manifestado, o dois é o Princípio Feminino Universal e o complemento ou a contra parte do um. O um não pode existir sem o dois, pois não há luz sem sombra e, quando definimos o bem estamos, ao mesmo tempo, a definir o mal. Por isso os religiosos fanáticos passam o tempo a excomungar os demónios e a exorcizá-los, porque atraem para si as energias opostas e extremadas.
O dois representa a dualidade estabelecida entre o um e o dois, que será completamente realizada no três em resultado dessa união.
Isto parece um jogo de palavras sem sentido, um jogo abstracto de números sem qualquer significado. Mas, se olharmos para a natureza, esta é a dualidade permanente, é o um e o dois, sem os quais nada acontece e nada se realiza, É a regra do três que os iniciados conhecem há muito tempo, representada nas religiões através das várias trindades, embora na trindade hindu cada um dos elementos tenha as duas polaridades, o masculino e o feminino. A trindade cristã, de origem judaica, é representada apenas no masculino, o que é um contra-senso pois sem o feminino nada é possível realizar-se. Isto é devido à tradição judaica ser essencialmente patriarcal, dando ao feminino um valor muito reduzido, o que foi herdado pelo cristianismo.
Símbolo Astrológico: Lua
A Lua é o astro mais rápido do Zodíaco e a sua influência faz-se sentir em tudo o que é cíclico e flutuante. Responsável pelas marés, governa também a fertilidade e o crescimento. Em função da velocidade com que circula no céu do
Zodíaco, representa mudança e movimento. É símbolo de tudo quanto está oculto e encontra-se frequentemente ligada a cultos de bruxaria e de magia. Presente no inconsciente motiva as crenças mais primárias e fomenta a ilusão.
Juntamente com Mercúrio governa a memória; com Marte os instintos.
Elemento: Água
Este Elemento é responsável pelas nossas emoções e sentimentos. Da mesma forma que a Rainha de Copas, cujo Elemento preponderante é Água, a Sacerdotisa, de um modo mais efectivo, é a dona do nosso corpo emocional. Rege a nossa imaginação, sensibilidade e a capacidade de imprimirmos nos nossos sonhos as nossas emoções mais profundas.
Caminho Cabalístico: 13º Caminho. Une Tipharet, a Beleza, com Kether, a Coroa, atravessando o desconhecido que na Cabala se chama “Daat” ou “Abismo”. É um caminho central que atravessa essa zona escura da Árvore da Vida, que mais não é do que a representação das nossas emoções mais profundas, do mar profundo e interior em que mergulham e que temos dificuldade em atingir.
Em termos psicológicos, “Daat”, o Abismo, representa a sombra que vive no interior de cada um de nós e que temos muita dificuldade em enfrentar. Enfrentar a sombra requer uma grande dose de coragem, pois trata-se de assumir o nosso lado mais obscuro, aquilo que se esconde no fundo do inconsciente e que representa os nossos instintos mais primários. Assumir a sombra é um passo muito importante no caminho do iniciado, pois de outro modo a sua evolução ao encontro da luz se encontrará comprometida. Nós somos a luz e a sombra, o bem e o mal, dependendo de como nos manifestamos perante a vida. O segredo está em admitir que somos seres duais e assim procurar o equilíbrio dinâmico não só entre as nossas duas polaridades, o masculino e o feminino, mas também procurar desactivar o nosso lado sombra sobreponde-lhe o nosso lado luz.
Simbologia:
A Sacerdotisa é Ísis, a maior deusa do Antigo Egipto e talvez a maior de toda a Antiguidade. Ísis, a Senhora da vida, da morte e da ressurreição, foi cultuada durante milénios em toda a bacia mediterrânica e na Europa do sul. Tomou vários nomes em função dos cultos locais, mas era sempre a mesma deusa representada nas suas múltiplas formas. Ela é as várias virgens negras que apareceram em inúmeros lugares, sobre os quais, em alguns casos, se construíram catedrais; ela é Madalena, a prostituta arrependida para o patriarcado cristão e a esposa de Jesus conforme algumas teorias recentes; ela é as várias Virgens e Senhoras do actual panteão católico; ela é, em suma, a Grande Mãe da tradição pagã.
Por influência religiosa do cristianismo, durante séculos a maioria dos baralhos apresentava esta carta com o nome de Papisa, como ainda hoje acontece. Para o mundo católico, o termo Sacerdotisa era uma heresia, e por isso o seu nome foi substituído pelo de Papisa, o que na realidade não melhorou as coisas, pois Papisa implicava aceitar que uma mulher poderia ocupar a “cadeira de São Pedro” ou, pior, que o Papa poderia ter uma consorte. Crowley devolveu-lhe o nome ancestral de Sacerdotisa, muito mais de acordo com a sua função tradicional de regente de cultos e rituais.
A Sacerdotisa é Ísis vestida com as vestes sacerdotais. É a fonte mágica e energética da criação, da fecundidade e transformação.
Na carta que estudamos, é Artemisa, a deusa da Antiga Grécia, uma expressão de Ísis transformada em deusa grega. Em Roma é Diana.
Depositária da sabedoria oculta, ela encarna o Princípio Feminino Universal.
LEITURA
Situação actual: A pessoa vive um período de grande recolhimento, afastada do mundo e sem vontade para nada. Pode tratar-se de um período de descoberta interior, observando-se a si mesma e tentando compreender as suas emoções mais profundas. Pode também tratar-se de um período de grandes dificuldades em tomar iniciativas, por medo, falta de inspiração ou falta de objectivos claros. A segunda carta ajudará a decifrar qual das situações por que está a passar. Se for necessário, uma terceira carta reforçará a tendência mostrada nas duas primeiras.
Âncora: Esta posição, como já vimos, é a que concentra a atitude que a pessoa adoptou para a sua vida, fruto de experiências mal resolvidas, de influências recebidas da família e da sociedade, de padrões de comportamento que acabam por limitar a liberdade individual e a capacidade de se tornar uma pessoa livre de amarras de paradigmas ou dogmas.
A Sacerdotisa nesta posição significa que a pessoa se deixou cristalizar numa atitude de grande timidez e desconfiança. Desconfia de tudo e de todos. Extremamente tímida, é incapaz de se entregar ao fluir natural da vida. A falta de confiança impede-a de partilhar com os outros as suas emoções e as suas ideias. Incapaz de entregar mo seu corpo às sensações físicas e aos desejos. Tem medo de agir, de tomar iniciativas, de mostrar o que realmente sente. Como a tartaruga, vive no interior de uma casca, dentro da qual se sente segura das ameaças que o mundo lhe inspira. Pode mostrar uma máscara de espiritualidade e misticismo, para não mostrar o seu medo da vida. Junto com o 8 de copas (indolência), pode indicar profunda depressão.
Inconsciente: A Sacerdotisa nesta posição indica que a pessoa precisa de parar o seu ritmo de vida e acalmar o seu coração. Deve meditar sobre as suas motivações e tentar identificar os seus verdadeiros desejos e emoções – não se deixar ir na onda. Deve tentar ganhar confiança nas suas capacidades.
Relações afectivas: Distanciamento, clausura. Corte de laços afectivos e sexuais. Se for mulher, prováveis sintomas de frigidez; se for homem, impotência. Teme a proximidade dos outros e dá-se ares de superioridade e de falsa espiritualidade. Puritana. Forte tendência para seguir uma vida monástica, onde as questões de natureza sexual se encontram ausentes ou reprimidas. Em termos sexuais é provável que seja virgem.
Infância: Infância infeliz onde a criança se viu impedida de tomar qualquer iniciativa, qualquer atitude activa ou criativa. Filha de pais castradores: “está quieto!”, “não chateies!”, “não mexas aí!”, “sai daí!”, “vai brincar para o teu quarto!”, etc. Transformou-se assim num ser anulado, rejeitado, proibido de se manifestar. Criou um mundo de fantasia cheio de fadas, príncipes e princesas, para atenuar o mundo cinzento em que vivia.
Tratamento: Parar o movimento compulsivo e virar-se para si mesmo, para o seu interior, ligando-se a sentimentos e emoções. Dedicar-se mais a si mesmo e deixar de lado actividades e relacionamentos pouco satisfatórios. Procurar desenvolver o seu lado feminino: sensibilidade, receptividade, meditação e espiritualidade. Se tem tendência ou atracção pelo oculto, começar a dedicar-se a estudar as ciências ocultas.
Desenvolvimento: A Sacerdotisa aqui indica que a pessoa atingiu um patamar de grande tranquilidade e paz interior. Mais consciente das suas emoções e desejos, atravessa uma fase mais receptiva e tranquila, desenvolvendo a intuição e o seu interesse pelo oculto. Por este caminho, vai sentir-se mais plena e completa, em harmonia com a vida.
Expressão interior: Pessoa mais consciente do seu mundo interior e aberta para a vida, com francas possibilidades de resgatar a sua parte feminina.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
OS ARCANOS SUPERIORES - I - O MAGO
Ao contrário do que o título desta carta pode dar a entender, o Mago não é aquele que se dedica à magia ou a outras formas de ilusionismo ou ocultismo. O Mago é o ser humano masculino de posse das suas qualidades de poder e clarividência, adquiridas por experiências ao longo da vida. O Mago é aquele que aprendeu com as experiências boas ou menos boas. Por isso, como vemos na carta, é o portador do bastão, símbolo do seu poder e clarividência. O bastão dos peregrinos do Caminho de Santiago tem o mesmo significado.
Ele é a personificação de Mercúrio, o deus da comunicação, o inventor do fogo.
Sendo o nº 1, é o Princípio Masculino Universal. Mas, como veremos adiante, precisará do dois, para se poder realizar plenamente. O um, que depois do zero é a potencialidade concentrada, é estéril se permanecer isolado. O um é já o manifestado, mas ainda não realizado completamente.
Elemento: Fogo
Caminho Cabalístico: É o 12º Caminho, que une Binah, o Conhecimento, a Kether, a Coroa.
Este caminho mostra o estado de consciência livre das aparências do mundo dos fenómenos. É o estado da bem-aventurança, o estado puro da contemplação espiritual, discernindo a realidade da ilusão. É o estado de iluminação ou de harmonização com a Consciência Cósmica.
Símbolo Astrológico: Mercúrio.
É o poder da mente racional, o poder da análise, de extrair e ir aprendendo com as experiências. É a aplicação prática do conhecimento adquirido. Segundo a tradição, Mercúrio é o mensageiro dos deuses.
Na carta que estamos a estudar, o Mago é Mercúrio, rodeado dos 4 Elementos ou séries de Arcanos Menores:
Bastão (paus) – o fogo criador.
Taça (copas) – conserva o que criou.
Espada (espadas) – destrói o que deve ser destruído.
Disco (ouros) – redenção.
LEITURA
Situação actual: A pessoa encontra-se num período de grande e intensa actividade. Não consegue abrandar, esquecida de si mesma dirige a sua atenção para objectivos exteriores. O racionalismo tomou conta de todo o seu ser, não há lugar para questões interiores e, muito menos, espirituais. Esgota a sua energia na intensa actividade que desenvolve. Corre o risco de ter um esgotamento nervoso ou passar por um período agudo de grande “stress”.
Âncora: Esta posição reflecte também o que dissemos na anterior. Ego compulsivamente activo. Não consegue parar para descansar e refazer as energias. Não consegue interessar-se por mais nada a não ser nos trabalhos onde esgota o seu potencial energético. Extremamente exigente consigo mesmo, tem medo de se decepcionar. Então continua assumindo cada vez mais responsabilidades para as quais já não tem capacidade. Dependendo de um segunda carta, que pode reforçar ou diminuir esta situação, vive desprendido das suas intuições, dos seus instintos naturais e do seu corpo físico, o qual acabará por sofrer as consequências. Mente sobrecarregada.
Inconsciente: O pedido de socorro do seu inconsciente diz-lhe que tem de superar os bloqueios que o impedem de agir, bloqueios que acabam por dominá-lo e influenciar a sua forma de encarar as coisas. Tem de ganhar confiança em si mesmo, acreditar nas suas ideias e pô-las a funcionar, usando a inteligência de que é possuidor. Definir claramente os objectivos que quer para a sua vida e ir em frente.
Relações afectivas: Trata-se de alguém com muita dificuldade em se relacionar a nível físico. Vive pensando nos seus projectos e o seu tempo se resume a isso. Dificilmente consegue apaixonar-se e ter uma relação duradoura com o companheiro(a). Os seus relacionamentos são efémeros, a não ser que encontre alguém que aceite a sua maneira de ser. Não consegue concentrar-se e vivenciar uma relação íntima e afectiva.
Infância: Na infância não conseguia receber carinho e amor a não ser que se revelasse uma criança super dotada e inteligente. Os pais exigiam dele(a) que fosse o melhor de todos, que fosse o mais esperto, que tivesse as melhores notas, pois assim lhe retribuíam com alguma atenção. Por este motivo, sentiu-se compelido inconscientemente a desenvolver o seu lado racional, ignorando e anulando as emoções e os afectos. Tornou-se assim uma pessoa fria e calculista.
Tratamento: Tem que acordar do adormecimento em que tem vivido. Começar a agir, movimentar-se, idealizar projectos e colocá-los em prática. Tem que passar a comunicar mais, a ir à luta com vontade. Pessoa possuidora de notáveis qualificações, tem que usar o seu conhecimento, escolher projectos e colocá-los em acção. Fazer como Mercúrio.
Desenvolvimento: Esta pessoa aproxima-se de uma fase extremamente activa na sua vida. Projectos antigos vão ser recuperados e colocados em andamento. Com a cabeça cheia de ideias, é possível que faça algumas viagens, não só por lazer, mas também para prosseguir com os seus projectos. Vai estar em permanente movimento.
Expressão interior: Pessoa confiante nas suas capacidades e segura do que quer. Conseguida essa paz interior, vive momentos de grande inspiração. Conseguiu superar os bloqueios e as cristalizações que não a deixavam agir e tomar iniciativas. Deixou de ter medo das coisas e do mundo.
Expressão externa: A sua paz interior manifesta-se na forma como encara as relações mundanas, agindo com confiança e decisão e realizando os projectos idealizados. As capacidades mentais fortemente beneficiadas por esta tranquilidade.
Ele é a personificação de Mercúrio, o deus da comunicação, o inventor do fogo.
Sendo o nº 1, é o Princípio Masculino Universal. Mas, como veremos adiante, precisará do dois, para se poder realizar plenamente. O um, que depois do zero é a potencialidade concentrada, é estéril se permanecer isolado. O um é já o manifestado, mas ainda não realizado completamente.
Elemento: Fogo
Caminho Cabalístico: É o 12º Caminho, que une Binah, o Conhecimento, a Kether, a Coroa.
Este caminho mostra o estado de consciência livre das aparências do mundo dos fenómenos. É o estado da bem-aventurança, o estado puro da contemplação espiritual, discernindo a realidade da ilusão. É o estado de iluminação ou de harmonização com a Consciência Cósmica.
Símbolo Astrológico: Mercúrio.
É o poder da mente racional, o poder da análise, de extrair e ir aprendendo com as experiências. É a aplicação prática do conhecimento adquirido. Segundo a tradição, Mercúrio é o mensageiro dos deuses.
Na carta que estamos a estudar, o Mago é Mercúrio, rodeado dos 4 Elementos ou séries de Arcanos Menores:
Bastão (paus) – o fogo criador.
Taça (copas) – conserva o que criou.
Espada (espadas) – destrói o que deve ser destruído.
Disco (ouros) – redenção.
LEITURA
Situação actual: A pessoa encontra-se num período de grande e intensa actividade. Não consegue abrandar, esquecida de si mesma dirige a sua atenção para objectivos exteriores. O racionalismo tomou conta de todo o seu ser, não há lugar para questões interiores e, muito menos, espirituais. Esgota a sua energia na intensa actividade que desenvolve. Corre o risco de ter um esgotamento nervoso ou passar por um período agudo de grande “stress”.
Âncora: Esta posição reflecte também o que dissemos na anterior. Ego compulsivamente activo. Não consegue parar para descansar e refazer as energias. Não consegue interessar-se por mais nada a não ser nos trabalhos onde esgota o seu potencial energético. Extremamente exigente consigo mesmo, tem medo de se decepcionar. Então continua assumindo cada vez mais responsabilidades para as quais já não tem capacidade. Dependendo de um segunda carta, que pode reforçar ou diminuir esta situação, vive desprendido das suas intuições, dos seus instintos naturais e do seu corpo físico, o qual acabará por sofrer as consequências. Mente sobrecarregada.
Inconsciente: O pedido de socorro do seu inconsciente diz-lhe que tem de superar os bloqueios que o impedem de agir, bloqueios que acabam por dominá-lo e influenciar a sua forma de encarar as coisas. Tem de ganhar confiança em si mesmo, acreditar nas suas ideias e pô-las a funcionar, usando a inteligência de que é possuidor. Definir claramente os objectivos que quer para a sua vida e ir em frente.
Relações afectivas: Trata-se de alguém com muita dificuldade em se relacionar a nível físico. Vive pensando nos seus projectos e o seu tempo se resume a isso. Dificilmente consegue apaixonar-se e ter uma relação duradoura com o companheiro(a). Os seus relacionamentos são efémeros, a não ser que encontre alguém que aceite a sua maneira de ser. Não consegue concentrar-se e vivenciar uma relação íntima e afectiva.
Infância: Na infância não conseguia receber carinho e amor a não ser que se revelasse uma criança super dotada e inteligente. Os pais exigiam dele(a) que fosse o melhor de todos, que fosse o mais esperto, que tivesse as melhores notas, pois assim lhe retribuíam com alguma atenção. Por este motivo, sentiu-se compelido inconscientemente a desenvolver o seu lado racional, ignorando e anulando as emoções e os afectos. Tornou-se assim uma pessoa fria e calculista.
Tratamento: Tem que acordar do adormecimento em que tem vivido. Começar a agir, movimentar-se, idealizar projectos e colocá-los em prática. Tem que passar a comunicar mais, a ir à luta com vontade. Pessoa possuidora de notáveis qualificações, tem que usar o seu conhecimento, escolher projectos e colocá-los em acção. Fazer como Mercúrio.
Desenvolvimento: Esta pessoa aproxima-se de uma fase extremamente activa na sua vida. Projectos antigos vão ser recuperados e colocados em andamento. Com a cabeça cheia de ideias, é possível que faça algumas viagens, não só por lazer, mas também para prosseguir com os seus projectos. Vai estar em permanente movimento.
Expressão interior: Pessoa confiante nas suas capacidades e segura do que quer. Conseguida essa paz interior, vive momentos de grande inspiração. Conseguiu superar os bloqueios e as cristalizações que não a deixavam agir e tomar iniciativas. Deixou de ter medo das coisas e do mundo.
Expressão externa: A sua paz interior manifesta-se na forma como encara as relações mundanas, agindo com confiança e decisão e realizando os projectos idealizados. As capacidades mentais fortemente beneficiadas por esta tranquilidade.
OS ARCANOS SUPERIORES - 0 - O LOUCO
O Louco é o vazio primordial. É a emanação de tudo. O vazio onde as partículas elementares aparecem e desaparecem. Mas o vazio é pleno de energia incomensurável.
Por outro lado, o Louco também representa a criança que vive em cada um de nós, no aspecto positivo da inocência ou no aspecto negativo da irresponsabilidade.
Na sua pureza primordial, o Louco é o início do caminho, é a primeira iniciação no contacto com a vida. Mais tarde irá passar por outras iniciações mas aqui, é a criança sem mácula, a inocência lançando-se na aventura da manifestação e da vida.
Na maioria dos baralhos, o Louco é a 22ª carta. Aqui é a primeira ou a última, conforme se quiser, pois o seu número é o zero. Eu prefiro considerá-la a primeira pois, é o início do caminho. Talvez no fim, quiando atingirmos a 22ª casa, o Louco volte a estar presente e seja, nessa altura, o ser iluminado, fruto da sabedoria adquirida ao longo de todas as iniciações por que passou. Entretanto, sendo ainda pura inocência, é a potencialidade de tudo, para o bem ou para o mal.
Símbolo Astrológico: Urano
Elemento: Ar.
Caminho Cabalístico: 11º Caminho, unindo e equillibrando Chokmah, a Sabedoria, com Kether, a Coroa. Em direcção ascendente conduz ao Caos, ao não manifestado e, em direcção descendente é o espírito em sua pureza projectando-se rumo à manifestação.
O zero, rrepresentando o vazio, não é a ausência de tudo, mas a potencialidade de tudo. É o YIN e o YANG da filosofia oriental, os princípios feminino e masculino rfeunidos numa única carta.
Na Cabala une e equilibra Chokmah com Kether. É o caminho dos iluminados.
LEITURA
Situação actual: A pessoa está a ponto de iniciar uma nova fase na sua vida, ou romper com amarras que não a deixavam agir. Está num ponto de ruptura com os padrões a que se habituou. Pode estar confusa, sem saber exactamente o que fazer, mas sabe que quer mudar, o que já é uma boa motivação. Uma terceira carta pode indicar em que aspectos é que se está a processar a mudança. No entanto, estas duas primeiras cartas já indicam com bastante clareza como é que essa mudança se está a processar. Como já foi explicado, a segunda carta reforça ou atenua o que é indicado no primeira, portanto, nesta posição, temos que ler as duas cartas em conjunto. Por exemplo, se esta segunda carta for o Ás de paus, a tendencia para mudar é muito reforçada. Mas se for o 2 de paus, já as coisas mudam completamente, pois significa que a pessoa se debate entre agir ou não agir, entre o que a sua intuição lhe diz e o que a cabeça pensa.
Âncora: Pessoa psiquicamente fixada na infância. Insegura, dependente dos pais, incapaz de assumir responsabilidades na sua vida. Parasita. Inseguro e dependente mas tentando parecer auto-suficiente. Gosta de tomar atitudes exóticas para chamar a atenção. Trata-se de alguém que não cresceu, que permaneceu agarrado à infância. Tem medo de enfrentar o mundo, incapaz de se manter num emprego estável ou numa actividade criadora estável. Vive à custa dos outros, se não forem os pais, outros serão. Tendência para aderir a movimentos que não dêem trabalho mas chamem bastante a atenção, como muitos dos movimentos actuais autodenominados de Nova Era.
Inconsciente: O Louco nesta posição significa que a pessoa tem necessidade inconsciente de resgatar o seu lado infantil, de viver mais cada momento e levar a vida menos a sério. Deixar de se julgar e julgar os outros. É uma situação de difícil saída pois a demasiada seriedade está impregnada no seu modo de encar a vida, adquirida talvez porque tenha tido a necessidade de se tornar adulto muto cedo e de assumir responsabilidades inadequadas para a sua idade.
Relações afectivas: Comportamento infantil nos seus aspectos mais negativos. Vive chamando permanentemente a atenção para si e para os seus problemas. Se o companheiro(a) não lhe dá atenção devida, sente-se abandonado e deprimido. Por outro lado, pensa que pode fazer os maiores disparates, pois o seu companheiro(a) tem obrigação de perdoá-lo e de amá-lo.
Infância: Não teve infância. Sempre ouviu: seja responsável, veja se faz alguma coisa de jeito. Foi obrigado a ser adulto quando ainda era criança. Talvez filho(a) de pais autoritários e castradores que não deixaram a criança expressar-se, obrigando-a desde muito cedo a comportar-se e a ter atitudes de adulto.
Tratamento: Esta posição indica que a pessoa precisa de se abrir para uma nova vida, resgatar a criança que não foi, levar a vida menos a sério, agir com mais naturalidade e espontanedade e não ter medo do desconhecido e do que a vida lhe reserva..
Desenvolvimento: A carta aqui indica-nos que a pessoa está no início de um caminho em que vai redescobrir o mundo e a si mesma. Vai renascer para a vida de uma forma diferente, mais consciente do seu lado criança há muito adormecido dentro de si.Vai começar a enfrentar o mundo como uma aventura maravilhosa e não como um calvário, sem medos e sem traumas.
Expressão interior: O ser infantil recuperou o seu lugar. Agora é capaz de expressar as suas emoções de forma mais espontânea.
Expressão externa: Joga-se numa nova fase da sua vida estimulado(a) pela aventura e pelo desconhecido. É a criança em todos os seus aspectos positivos.
Por outro lado, o Louco também representa a criança que vive em cada um de nós, no aspecto positivo da inocência ou no aspecto negativo da irresponsabilidade.
Na sua pureza primordial, o Louco é o início do caminho, é a primeira iniciação no contacto com a vida. Mais tarde irá passar por outras iniciações mas aqui, é a criança sem mácula, a inocência lançando-se na aventura da manifestação e da vida.
Na maioria dos baralhos, o Louco é a 22ª carta. Aqui é a primeira ou a última, conforme se quiser, pois o seu número é o zero. Eu prefiro considerá-la a primeira pois, é o início do caminho. Talvez no fim, quiando atingirmos a 22ª casa, o Louco volte a estar presente e seja, nessa altura, o ser iluminado, fruto da sabedoria adquirida ao longo de todas as iniciações por que passou. Entretanto, sendo ainda pura inocência, é a potencialidade de tudo, para o bem ou para o mal.
Símbolo Astrológico: Urano
Elemento: Ar.
Caminho Cabalístico: 11º Caminho, unindo e equillibrando Chokmah, a Sabedoria, com Kether, a Coroa. Em direcção ascendente conduz ao Caos, ao não manifestado e, em direcção descendente é o espírito em sua pureza projectando-se rumo à manifestação.
O zero, rrepresentando o vazio, não é a ausência de tudo, mas a potencialidade de tudo. É o YIN e o YANG da filosofia oriental, os princípios feminino e masculino rfeunidos numa única carta.
Na Cabala une e equilibra Chokmah com Kether. É o caminho dos iluminados.
LEITURA
Situação actual: A pessoa está a ponto de iniciar uma nova fase na sua vida, ou romper com amarras que não a deixavam agir. Está num ponto de ruptura com os padrões a que se habituou. Pode estar confusa, sem saber exactamente o que fazer, mas sabe que quer mudar, o que já é uma boa motivação. Uma terceira carta pode indicar em que aspectos é que se está a processar a mudança. No entanto, estas duas primeiras cartas já indicam com bastante clareza como é que essa mudança se está a processar. Como já foi explicado, a segunda carta reforça ou atenua o que é indicado no primeira, portanto, nesta posição, temos que ler as duas cartas em conjunto. Por exemplo, se esta segunda carta for o Ás de paus, a tendencia para mudar é muito reforçada. Mas se for o 2 de paus, já as coisas mudam completamente, pois significa que a pessoa se debate entre agir ou não agir, entre o que a sua intuição lhe diz e o que a cabeça pensa.
Âncora: Pessoa psiquicamente fixada na infância. Insegura, dependente dos pais, incapaz de assumir responsabilidades na sua vida. Parasita. Inseguro e dependente mas tentando parecer auto-suficiente. Gosta de tomar atitudes exóticas para chamar a atenção. Trata-se de alguém que não cresceu, que permaneceu agarrado à infância. Tem medo de enfrentar o mundo, incapaz de se manter num emprego estável ou numa actividade criadora estável. Vive à custa dos outros, se não forem os pais, outros serão. Tendência para aderir a movimentos que não dêem trabalho mas chamem bastante a atenção, como muitos dos movimentos actuais autodenominados de Nova Era.
Inconsciente: O Louco nesta posição significa que a pessoa tem necessidade inconsciente de resgatar o seu lado infantil, de viver mais cada momento e levar a vida menos a sério. Deixar de se julgar e julgar os outros. É uma situação de difícil saída pois a demasiada seriedade está impregnada no seu modo de encar a vida, adquirida talvez porque tenha tido a necessidade de se tornar adulto muto cedo e de assumir responsabilidades inadequadas para a sua idade.
Relações afectivas: Comportamento infantil nos seus aspectos mais negativos. Vive chamando permanentemente a atenção para si e para os seus problemas. Se o companheiro(a) não lhe dá atenção devida, sente-se abandonado e deprimido. Por outro lado, pensa que pode fazer os maiores disparates, pois o seu companheiro(a) tem obrigação de perdoá-lo e de amá-lo.
Infância: Não teve infância. Sempre ouviu: seja responsável, veja se faz alguma coisa de jeito. Foi obrigado a ser adulto quando ainda era criança. Talvez filho(a) de pais autoritários e castradores que não deixaram a criança expressar-se, obrigando-a desde muito cedo a comportar-se e a ter atitudes de adulto.
Tratamento: Esta posição indica que a pessoa precisa de se abrir para uma nova vida, resgatar a criança que não foi, levar a vida menos a sério, agir com mais naturalidade e espontanedade e não ter medo do desconhecido e do que a vida lhe reserva..
Desenvolvimento: A carta aqui indica-nos que a pessoa está no início de um caminho em que vai redescobrir o mundo e a si mesma. Vai renascer para a vida de uma forma diferente, mais consciente do seu lado criança há muito adormecido dentro de si.Vai começar a enfrentar o mundo como uma aventura maravilhosa e não como um calvário, sem medos e sem traumas.
Expressão interior: O ser infantil recuperou o seu lugar. Agora é capaz de expressar as suas emoções de forma mais espontânea.
Expressão externa: Joga-se numa nova fase da sua vida estimulado(a) pela aventura e pelo desconhecido. É a criança em todos os seus aspectos positivos.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
A LEITURA
A Leitura deve serf feita pela ordem que acabámos de ver.
Em primeiro lugar as cartas de diagnóstico: Situação Actual (1-2), Âncora (4), Inconsciente (7) e Relações Afectivas (8).
Depois do diagnóstico lemos as restantes cartas: Infância (9), que nos fala da programação da pessoa; Tratamento (5), que nos indica a forma como superar os problemas que vêm de trás e que estão reflectidos na Âncora, Desenvolvimento (6), que nos indica a forma como a pessoa poderá evoluir; Expressão Interior (3), que nos fala do estado da pessoa interiormente, se está ou não num caminho evolutivo; Expressão Externa (10), que nos mostra a forma como a pessoa se expressa para o mundo.
O BARALHO
O baralho que usamos é constituído por 78 cartas. Descriminamos a seguir todas as cartas, indicando também, para referências futuras, a sua correpondência astrológica:
22 Arcanos Maiores
0 O Louco Ar – Urano
I O Mago Mercúrio
II A Sacerdotisa Lua
III A Imperatriz Vénus
IV O Imperador Áries
V O Hierofante Touro
VI Os Amantes Gémeos
VII O Carro Câncer
VIII A Justiça Libra
IX O Eremita Virgem
X A Fortuna Júpiter
XI A Luxúria Leão
XII O Enforcado Água – Neptuno
XIII A Morte Escorpião
XIV A Arte Sagitário
XV O Demónio Capricórnio
XVI A Torre Marte
XVII A Estrela Aquário
XVIII A Lua Peixes
XIX O Sol Sol
XX O Aeon Fogo – Plutão
XXI O Universo Terra – Saturno
Como se pode verificar, estão atribuídos os 12 Signos do Zodíaco, os 10 Planetas (excluindo a Terra), e os 4 Elementos.
16 Figuras da Corte
Paus Fogo Cavaleiro
Copas Água Rainha
Espadas Ar Príncipe
Ouros Terra Princesa
Temos aqui os 4 Elementos ligados aos naipes e às Figuras da Corte.
Da mesma forma que acontece com os baralhos normais de jogar, cada uma das 4 Figuras é de um naipe diferente. Assim, temos o Cavaleiro de Paus, de Espadas, de Copas e de Ouros. Com as restantes figuras acontece o mesmo.
Na Leitura, o Cavaleiro de Paus tem o aspecto do Elemento Fogo reforçado (Fogo x 2); o Cavaleiro de Copas é o aspecto de Fogo em Água; o de Espadas será o aspecto de Fogo no Ar; o Cavaleiro de Ouros é o aspecto de Fogo na Terra. Já vimos isto no capítulo inicial sobre as Figuras da Corte.
A correspondência astrológica das Figuras da Corte é algo complexo. Sendo 16 as Figuras e 12 os Signos, teremos de deixar 4 Figuras de fora. As restantes cartas são atribuídas a 2 Signos, cada carta oupando o último decanato de um Signo e os 2 primeiros decanatos do Signo seguinte.
Aleister Crowley retirou as 4 Princesas desta correspondência dizendo que, apesar de representarem 4 tipos de seres humanos, são pessoas elementares que reconhecemos pela falta de qulalquer sentido de responsabilidade e cujas qualidades não parecem ter nenhuma firmeza. Assim temos:
Cavaleiro de Paus Escorpião – Sagitário
Cavaleiro de Copas Aquário – Peixes
Cavaleiro de Espadas Touro – Gémeos
Cavaleiro de Ouros Leão – Virgem
Rainha de Paus Peixes – Áries
Rainha de Copas Gémeos – Câncer
Rainha de Espadas Virgem – Libra
Rainha de Ouros Sagitário – Capricórnio
Príncipe de Paus Câncer – Leão
Príncipe de Copas Libra – Escorpião
Príncipe de Espadas Capricórnio – Aquário
Príncipe de Ouros Áries – Touro
40 Arcanos Menores
Numeradas de 1 (Ás) a 10, são idênticas às cartas normais de jogar. Representam particularidades do ser humano e aspectos da natureza humana.
Paus Aspecto energético
Copas Aspecto emocional
Espadas Aspecto intelectual
Ouros Aspecto físico
Crowley sistematizou a atribuição astrológica dos Arcanos Mednores. Assim, atribuiu aos Ases um quadrante astrológico:
Ás de Paus Câncer – Leão – Virgem
Ás de Copas Libra – Escorpião – Sagitário
Ás de Espadas Capricórnio – Aquário – Peixes
Ás de Ouros Áries – Touro – Gémeos
Nas restantes cartas fez a seguinte atribuição: para cada Elemento (Fogo, Água, Ar, Terra) atribuiu um Signo Cardinal, um Signo Fixo e um Signo Mutável.
Paus Fogo Áries (Cardinal) 2 – 3 – 4
Leão (Fixo) 5 – 6 – 7
Sagitário (Mutável) 8 – 9 – 10
Copas Água Câncer (Cardinal) 2 – 3 – 4
Escorpião (Fixo) 5 – 6 – 7
Peixes (Mutável) 8 – 9 - 10
Espadas Ar Libra (Cardinal) 2 – 3 – 4
Aquário (Fixo) 5 – 6 – 7
Gémeos (Mutável) 8 – 9 – 10
Ouros Terra Capricórnio (Cardinal) 2 – 3 – 4
Touro (Fixo) 5 – 6 – 7
Virgem (Mutável) 8 – 9 – 10
Terminada esta apresentação do baralho e das suas atribuições astrológicas, podemos iniciar o estudo de cada carta individualmente, tendo sempre como método a sua colocação na Cruz Celta
Em primeiro lugar as cartas de diagnóstico: Situação Actual (1-2), Âncora (4), Inconsciente (7) e Relações Afectivas (8).
Depois do diagnóstico lemos as restantes cartas: Infância (9), que nos fala da programação da pessoa; Tratamento (5), que nos indica a forma como superar os problemas que vêm de trás e que estão reflectidos na Âncora, Desenvolvimento (6), que nos indica a forma como a pessoa poderá evoluir; Expressão Interior (3), que nos fala do estado da pessoa interiormente, se está ou não num caminho evolutivo; Expressão Externa (10), que nos mostra a forma como a pessoa se expressa para o mundo.
O BARALHO
O baralho que usamos é constituído por 78 cartas. Descriminamos a seguir todas as cartas, indicando também, para referências futuras, a sua correpondência astrológica:
22 Arcanos Maiores
0 O Louco Ar – Urano
I O Mago Mercúrio
II A Sacerdotisa Lua
III A Imperatriz Vénus
IV O Imperador Áries
V O Hierofante Touro
VI Os Amantes Gémeos
VII O Carro Câncer
VIII A Justiça Libra
IX O Eremita Virgem
X A Fortuna Júpiter
XI A Luxúria Leão
XII O Enforcado Água – Neptuno
XIII A Morte Escorpião
XIV A Arte Sagitário
XV O Demónio Capricórnio
XVI A Torre Marte
XVII A Estrela Aquário
XVIII A Lua Peixes
XIX O Sol Sol
XX O Aeon Fogo – Plutão
XXI O Universo Terra – Saturno
Como se pode verificar, estão atribuídos os 12 Signos do Zodíaco, os 10 Planetas (excluindo a Terra), e os 4 Elementos.
16 Figuras da Corte
Paus Fogo Cavaleiro
Copas Água Rainha
Espadas Ar Príncipe
Ouros Terra Princesa
Temos aqui os 4 Elementos ligados aos naipes e às Figuras da Corte.
Da mesma forma que acontece com os baralhos normais de jogar, cada uma das 4 Figuras é de um naipe diferente. Assim, temos o Cavaleiro de Paus, de Espadas, de Copas e de Ouros. Com as restantes figuras acontece o mesmo.
Na Leitura, o Cavaleiro de Paus tem o aspecto do Elemento Fogo reforçado (Fogo x 2); o Cavaleiro de Copas é o aspecto de Fogo em Água; o de Espadas será o aspecto de Fogo no Ar; o Cavaleiro de Ouros é o aspecto de Fogo na Terra. Já vimos isto no capítulo inicial sobre as Figuras da Corte.
A correspondência astrológica das Figuras da Corte é algo complexo. Sendo 16 as Figuras e 12 os Signos, teremos de deixar 4 Figuras de fora. As restantes cartas são atribuídas a 2 Signos, cada carta oupando o último decanato de um Signo e os 2 primeiros decanatos do Signo seguinte.
Aleister Crowley retirou as 4 Princesas desta correspondência dizendo que, apesar de representarem 4 tipos de seres humanos, são pessoas elementares que reconhecemos pela falta de qulalquer sentido de responsabilidade e cujas qualidades não parecem ter nenhuma firmeza. Assim temos:
Cavaleiro de Paus Escorpião – Sagitário
Cavaleiro de Copas Aquário – Peixes
Cavaleiro de Espadas Touro – Gémeos
Cavaleiro de Ouros Leão – Virgem
Rainha de Paus Peixes – Áries
Rainha de Copas Gémeos – Câncer
Rainha de Espadas Virgem – Libra
Rainha de Ouros Sagitário – Capricórnio
Príncipe de Paus Câncer – Leão
Príncipe de Copas Libra – Escorpião
Príncipe de Espadas Capricórnio – Aquário
Príncipe de Ouros Áries – Touro
40 Arcanos Menores
Numeradas de 1 (Ás) a 10, são idênticas às cartas normais de jogar. Representam particularidades do ser humano e aspectos da natureza humana.
Paus Aspecto energético
Copas Aspecto emocional
Espadas Aspecto intelectual
Ouros Aspecto físico
Crowley sistematizou a atribuição astrológica dos Arcanos Mednores. Assim, atribuiu aos Ases um quadrante astrológico:
Ás de Paus Câncer – Leão – Virgem
Ás de Copas Libra – Escorpião – Sagitário
Ás de Espadas Capricórnio – Aquário – Peixes
Ás de Ouros Áries – Touro – Gémeos
Nas restantes cartas fez a seguinte atribuição: para cada Elemento (Fogo, Água, Ar, Terra) atribuiu um Signo Cardinal, um Signo Fixo e um Signo Mutável.
Paus Fogo Áries (Cardinal) 2 – 3 – 4
Leão (Fixo) 5 – 6 – 7
Sagitário (Mutável) 8 – 9 – 10
Copas Água Câncer (Cardinal) 2 – 3 – 4
Escorpião (Fixo) 5 – 6 – 7
Peixes (Mutável) 8 – 9 - 10
Espadas Ar Libra (Cardinal) 2 – 3 – 4
Aquário (Fixo) 5 – 6 – 7
Gémeos (Mutável) 8 – 9 – 10
Ouros Terra Capricórnio (Cardinal) 2 – 3 – 4
Touro (Fixo) 5 – 6 – 7
Virgem (Mutável) 8 – 9 – 10
Terminada esta apresentação do baralho e das suas atribuições astrológicas, podemos iniciar o estudo de cada carta individualmente, tendo sempre como método a sua colocação na Cruz Celta
O BARALHO, O MÉTODO, O LOCAL E A LEITURA
O Baralho
O baralho que usaremos é o que foi idealizado por Aleister Crowley. Convém que o estudante adquira um destes baralhos o mais rápido possível pois, de outro modo será difícil seguir as explicações que serão dadas.
O baralho é pessoal e não deve ser manipulado por outras pessoas. Deve ser personalizado, magnetizado com a nossa energia.
Há algumas sugestões dadas por certos autores para magnetizar um baralho, desde dormir 7 noites seguidas com o baralho debaixo da almofada da cabeça, até passar uma noite inteira velando as cartas. Cada um fará como bem entender, mas a minha sugestão é bem mais simples: o baralho ficará magnetizado desde que manipulado apenas pelo seu proprietário, sem necessidade de nenhum ritual específico.
Como cada baralho é individual e só deve ser manipulado pelo seu guardião, seu proprietário, evitar fotografá-lo, filmá-lo ou mostrá-lo desnecessariamente a pessoas apenas curiosas. Deve ser tratado como uma jóia de uso exclusivo do seu guardião para estudo ou leituras. Deve ser guardado, de preferência, embrulhado num pano de seda ou de um outro tecido não sintético.
O Método
Vamos começar por abrir o baralho para a Leitura Terapêutica, segundo Veet Pramad, mas que eu chamo de Leitura Dinâmica. Esta forma de Leitura, também chamada de Cruz Celta, é uma leitura completa que nos indica o passado, o presente e o que o futuro pode reservar.
Inicialmente iremos aprender como tratar o baralho e a colocação das cartas sobre a mesa. Sabida a posição de cada carta sobre a mesa e o significado de cada posição, iremos aprender então o significado de cada carta, uma por uma, e a sua interpretação em cada uma das posições da Cruz Celta.
No final, quando estivermos familiarizados em esta forma de Leitura, iremos aprender outras, como a Leitura do Mago, a Leitura Astrológica, a Leitura do Triângulo e a Leitura Cigana. Não aprenderemos a Leitura da Arvore da Vida porque é necessário possuir-se um grande conhecimento da Cabala.
O Local
Embora alguns autores sugiram que o local da Leitura deve ser especialmente escolhido, qualquer local é bom desde que consigamos criar uma atmosfera de silêncio e cumplicidade entre o leitor e o consulente. Uma Leitura de Tarot é um assunto entre duas pessoas apenas, ninguém mais deve estar presente, mesmo que seja família, marido, esposa, namorado ou namorada. Procurar um lugar em que haja a menor interferência possível.
A mesa deve ser, em princípio, redonda. Sobre ela colocar um pano branco de lã ou em tecido não sintético, nada mais, nenhum outro objecto. No meu caso pessoal costumo acender apenas uma vela. Sobre o pano branco será aberto o pano de seda que envolve o baralho.
Convém que ambos, o leitor e o consulente, estejam descalços, que deixem os sapatos à entrada da sala ou compartimento em que vai ser feita a Leitura.
Antes de começar a Leitura deve ser feito um período de meditação e relaxamento com respirações profundas.
Evitar que o consulente fale compulsivamente, dando informações que podem alterar a abordagem intuitiva da Leitura. Mas estar atento à linguagem corporal e energética do consulente, que podem fornecer pistas, complementando a revelação das cartas.
Preparado assim o ambiente propício à Leitura e com o baralho sobre o pano de seda desdobrado sobre a mesa, o leitor escolherá a carta testemunha, que será a carta que representará o consulente. Há formas simples de escolher a carta testemunha, como por exemplo, escolher a Sacerdotisa se o consulente for mulher, e o Mago se for homem. Esta é uma forma simplista e pouco confiável, pois a carta testemunha deve corresponder, na medida do possível, à personalidade física e psíquica do consulente, portanto, deve haver o máximo cuidado e atenção na escolha.
Pessoalmente prefiro usar a sugestão de Veet Pramad, que é a de escolher uma das Figuras da Corte, um conjunto de 16 figuras, 8 femininas e 8 masculinas, entre as quais podemos encontrar aquela que corresponda, o mais próximo possível, às características do consulente. Uma boa táctica será tentar saber o Signo de nascimento do consulente e o seu Ascendente. Por experiência sei que a grande maioria das pessoas sabe o seu Signo mas desconhece o Ascendente. Por exemplo, se o consulente é do Signo de Câncer e tem o Ascendente em Aquário, a minha escolha recairia sobre a Rainha de Espadas, se for mulher, ou sobre o Príncipe de Copas, se for homem. E porquê? Porque o Signo de Câncer tem como elemento a Água e o Signo de Aquário o Ar. O elemento das Rainhas (Copas) é Água e dos Príncipes (Espadas) é Ar. Não sabendo o Ascendente poderemos chegar a uma escolha usando apenas o Signo e operando por intuição e por observação da linguagem corporal do consulente.
Escolhida a carta testemunha e com o consulente já relaxado através das respirações profundas, vamos invocar a presença de Entidades Espirituais Superiores, para nos ajudarem no trabalho. Existem inúmeras invocações, cada um deve encontrar a sua. Crowley sugere:
“Eu te invoco IAO, para que envies HRU, o grande anjo que preside às operações desta Sabedoria Secreta e coloque sua mão invisível nestas cartas consagradas à arte, para assim conseguir conhecimento verdadeiro das coisas ocultas, para glória do teu nome inefável. Amem!”
Para estabelecer uma ponte entre o leitor, o consulente e as cartas, sugerimos pedir ao consulente para colocar a sua mão esquerda sobre o baralho, fechar os olhos e fazer umas três ou quatro respirações profundas.
Após esta operação, que não deve durar mais do que um minuto, é altura de baralhar as cartas. Deve-se fazê-lo em 3 séries de 4 movimentos: em cada série, os três primeiros movimentos são iguais, dividindo o baralho em dois e inclinando-as para dentro, deixando as cartas entrelaçar-se umas nas outras; o quarto movimento de cada série consiste em segurar o baralho com uma mão e deixar as cartas cair na outra mão, sobreponde-se umas às outras.
Depois de baralhadas, pedir ao consulente para cortar o baralho com a mão esquerda. Depois do corte, o leitor junta o baralho e coloca-o no seu lado esquerdo.
Chegou a altura de expor as cartas na tradicional Cruz Celta, pela ordem que indicamos abaixo. Isto deve ser feito com a mão esquerda. As cartas 1 e 2 colocam-se cruzadas sobre a carta testemunha.
Depois, em cruz e seguindo o movimento dos ponteiros do relógio, colocar em cima, do lado do consulente, a carta 3, à direita da cruz a carta 4, em baixo a carta 5, do lado esquerdo da cruz a carta 6. Depois, do lado direito, no sentido do leitor para o conulente, uma fileira de cartas, nºs 7, 8, 9 e 10.
A Leitura segue a seguinte ordem: (VER DESCRIÇÃO DA CRUZ CELTA)
Cartas 1 e 2 – Situação actual.
A carta nº 1 mostra o momento que a pessoa está a viver, sua atitude perante a vida e sua atmosfera actual.
A carta nº 2 cruza a primeira e pode conter os efeitos da primeira, algo que está incubado e pronto a manifestar-se. Pode mostrar bloqueios em relação à evolução mostrada na primeira carta. Pode reforçar as potencialidades da 1ª carta ou bloquear essas potencialidades. As cartas cruzadas representam o par de forças que correspondem à dinâmica da vida da pessoa. Em caso de dúvidas, tanto nesta como nas outras posições que veremos a seguir, poderemos tirar do baralho mais cartas para reforçar a leitura.
Carta 4 – Âncora
Veet Pramad chama Âncora à carta nesta posição. Tradicionalmente esta é a carta que revela o resultado do passado e que pode influenciar o presente. É o estado em que a pessoa se fixou, devido a toda a experiência passada. São os estados psíquicos, as cristalizações, os hábitos, tudo adquirido durante a vida e que condicionam a personalidade actual: traumas que devem ser superados; máscaras que devem ser desfeitas; nós que devem ser desatados. Esta posição é o eixo em que a pessoa se fixou e que deve ser transposto para permitir a realização pessoal e para que a pessoa se transforme e amadureça.
Carta 7 – Inconsciente
Esta posição mostra o que a pessoa está a precisar com urgência. O que precisa fazer para se libertar. É um pedido de socorro que vem do seu interior e do qual a pessoa nem tem consciência.
Carta 8 – Relações afectivas
Esta posição mostra como a pessoa se relaciona com os outros a nível íntimo, afectivo e sexual.
Carta 9 – Infância
Trata-se da infância da pessoa, como é que foi vivido o seu primeiro período de vida. Esta posição relaciona-se directamente com a Âncora, pois a forma como foi vivida a infância influencia fortemente a personalidade actual. As experiências boas ou más marcam a personalidade para o resto da vida.
Carta 5 – Tratamento
Esta posição indica o caminho a seguir para ir anulando os bloqueios e cristalizações mostradas na Âncora e na Infância, melhor dizendo, pelas cartas abertas até este momento. Uma segunda carta pode indicar o que fazer para reforçar a individualidade da pessoa.
Carta 6 – Desenvolvimento
Esta carta indica se a pessoa está no caminho do desenvolvimento interior, num caminho evolutivo, ou não. Se a carta for de aspecto positivo, a pessoa está no bom caminho no sentido da evolução interior para se tornar num ser mais elevado. A carta negativa mostra o que é preciso lapidar para que a pessoa consiga superar os seus aspectos negativos.
Carta 3 – Expressão Interior
Esta posição mostra como a pessoa se encontra interiormente, se em paz consigo mesma, se está assumindo o domínio da sua própria vida, ou não. Uma carta positiva mostra que a pessoa está em plena realização da sua vida, assumindo os riscos que ela comporta. Se for negativa, mostra que a pessoa continua presa a velhos temores de que tem dificuldade em libertar-se.
Carta 10 – Expressão Exterior
Esta última posição mostra como a pessoa se expressa para o exterior, como são as suas relações sociais, profissionais e familiares. Mostra o que a pessoa é, de facto, em face do mundo.
NOTA: PARA PODER RECEBER GRÁFICOS E DESENHOS ILUSTRATIVOS, FAVOR INDICAR O SEU E-MAIL
O baralho que usaremos é o que foi idealizado por Aleister Crowley. Convém que o estudante adquira um destes baralhos o mais rápido possível pois, de outro modo será difícil seguir as explicações que serão dadas.
O baralho é pessoal e não deve ser manipulado por outras pessoas. Deve ser personalizado, magnetizado com a nossa energia.
Há algumas sugestões dadas por certos autores para magnetizar um baralho, desde dormir 7 noites seguidas com o baralho debaixo da almofada da cabeça, até passar uma noite inteira velando as cartas. Cada um fará como bem entender, mas a minha sugestão é bem mais simples: o baralho ficará magnetizado desde que manipulado apenas pelo seu proprietário, sem necessidade de nenhum ritual específico.
Como cada baralho é individual e só deve ser manipulado pelo seu guardião, seu proprietário, evitar fotografá-lo, filmá-lo ou mostrá-lo desnecessariamente a pessoas apenas curiosas. Deve ser tratado como uma jóia de uso exclusivo do seu guardião para estudo ou leituras. Deve ser guardado, de preferência, embrulhado num pano de seda ou de um outro tecido não sintético.
O Método
Vamos começar por abrir o baralho para a Leitura Terapêutica, segundo Veet Pramad, mas que eu chamo de Leitura Dinâmica. Esta forma de Leitura, também chamada de Cruz Celta, é uma leitura completa que nos indica o passado, o presente e o que o futuro pode reservar.
Inicialmente iremos aprender como tratar o baralho e a colocação das cartas sobre a mesa. Sabida a posição de cada carta sobre a mesa e o significado de cada posição, iremos aprender então o significado de cada carta, uma por uma, e a sua interpretação em cada uma das posições da Cruz Celta.
No final, quando estivermos familiarizados em esta forma de Leitura, iremos aprender outras, como a Leitura do Mago, a Leitura Astrológica, a Leitura do Triângulo e a Leitura Cigana. Não aprenderemos a Leitura da Arvore da Vida porque é necessário possuir-se um grande conhecimento da Cabala.
O Local
Embora alguns autores sugiram que o local da Leitura deve ser especialmente escolhido, qualquer local é bom desde que consigamos criar uma atmosfera de silêncio e cumplicidade entre o leitor e o consulente. Uma Leitura de Tarot é um assunto entre duas pessoas apenas, ninguém mais deve estar presente, mesmo que seja família, marido, esposa, namorado ou namorada. Procurar um lugar em que haja a menor interferência possível.
A mesa deve ser, em princípio, redonda. Sobre ela colocar um pano branco de lã ou em tecido não sintético, nada mais, nenhum outro objecto. No meu caso pessoal costumo acender apenas uma vela. Sobre o pano branco será aberto o pano de seda que envolve o baralho.
Convém que ambos, o leitor e o consulente, estejam descalços, que deixem os sapatos à entrada da sala ou compartimento em que vai ser feita a Leitura.
Antes de começar a Leitura deve ser feito um período de meditação e relaxamento com respirações profundas.
Evitar que o consulente fale compulsivamente, dando informações que podem alterar a abordagem intuitiva da Leitura. Mas estar atento à linguagem corporal e energética do consulente, que podem fornecer pistas, complementando a revelação das cartas.
Preparado assim o ambiente propício à Leitura e com o baralho sobre o pano de seda desdobrado sobre a mesa, o leitor escolherá a carta testemunha, que será a carta que representará o consulente. Há formas simples de escolher a carta testemunha, como por exemplo, escolher a Sacerdotisa se o consulente for mulher, e o Mago se for homem. Esta é uma forma simplista e pouco confiável, pois a carta testemunha deve corresponder, na medida do possível, à personalidade física e psíquica do consulente, portanto, deve haver o máximo cuidado e atenção na escolha.
Pessoalmente prefiro usar a sugestão de Veet Pramad, que é a de escolher uma das Figuras da Corte, um conjunto de 16 figuras, 8 femininas e 8 masculinas, entre as quais podemos encontrar aquela que corresponda, o mais próximo possível, às características do consulente. Uma boa táctica será tentar saber o Signo de nascimento do consulente e o seu Ascendente. Por experiência sei que a grande maioria das pessoas sabe o seu Signo mas desconhece o Ascendente. Por exemplo, se o consulente é do Signo de Câncer e tem o Ascendente em Aquário, a minha escolha recairia sobre a Rainha de Espadas, se for mulher, ou sobre o Príncipe de Copas, se for homem. E porquê? Porque o Signo de Câncer tem como elemento a Água e o Signo de Aquário o Ar. O elemento das Rainhas (Copas) é Água e dos Príncipes (Espadas) é Ar. Não sabendo o Ascendente poderemos chegar a uma escolha usando apenas o Signo e operando por intuição e por observação da linguagem corporal do consulente.
Escolhida a carta testemunha e com o consulente já relaxado através das respirações profundas, vamos invocar a presença de Entidades Espirituais Superiores, para nos ajudarem no trabalho. Existem inúmeras invocações, cada um deve encontrar a sua. Crowley sugere:
“Eu te invoco IAO, para que envies HRU, o grande anjo que preside às operações desta Sabedoria Secreta e coloque sua mão invisível nestas cartas consagradas à arte, para assim conseguir conhecimento verdadeiro das coisas ocultas, para glória do teu nome inefável. Amem!”
Para estabelecer uma ponte entre o leitor, o consulente e as cartas, sugerimos pedir ao consulente para colocar a sua mão esquerda sobre o baralho, fechar os olhos e fazer umas três ou quatro respirações profundas.
Após esta operação, que não deve durar mais do que um minuto, é altura de baralhar as cartas. Deve-se fazê-lo em 3 séries de 4 movimentos: em cada série, os três primeiros movimentos são iguais, dividindo o baralho em dois e inclinando-as para dentro, deixando as cartas entrelaçar-se umas nas outras; o quarto movimento de cada série consiste em segurar o baralho com uma mão e deixar as cartas cair na outra mão, sobreponde-se umas às outras.
Depois de baralhadas, pedir ao consulente para cortar o baralho com a mão esquerda. Depois do corte, o leitor junta o baralho e coloca-o no seu lado esquerdo.
Chegou a altura de expor as cartas na tradicional Cruz Celta, pela ordem que indicamos abaixo. Isto deve ser feito com a mão esquerda. As cartas 1 e 2 colocam-se cruzadas sobre a carta testemunha.
Depois, em cruz e seguindo o movimento dos ponteiros do relógio, colocar em cima, do lado do consulente, a carta 3, à direita da cruz a carta 4, em baixo a carta 5, do lado esquerdo da cruz a carta 6. Depois, do lado direito, no sentido do leitor para o conulente, uma fileira de cartas, nºs 7, 8, 9 e 10.
A Leitura segue a seguinte ordem: (VER DESCRIÇÃO DA CRUZ CELTA)
Cartas 1 e 2 – Situação actual.
A carta nº 1 mostra o momento que a pessoa está a viver, sua atitude perante a vida e sua atmosfera actual.
A carta nº 2 cruza a primeira e pode conter os efeitos da primeira, algo que está incubado e pronto a manifestar-se. Pode mostrar bloqueios em relação à evolução mostrada na primeira carta. Pode reforçar as potencialidades da 1ª carta ou bloquear essas potencialidades. As cartas cruzadas representam o par de forças que correspondem à dinâmica da vida da pessoa. Em caso de dúvidas, tanto nesta como nas outras posições que veremos a seguir, poderemos tirar do baralho mais cartas para reforçar a leitura.
Carta 4 – Âncora
Veet Pramad chama Âncora à carta nesta posição. Tradicionalmente esta é a carta que revela o resultado do passado e que pode influenciar o presente. É o estado em que a pessoa se fixou, devido a toda a experiência passada. São os estados psíquicos, as cristalizações, os hábitos, tudo adquirido durante a vida e que condicionam a personalidade actual: traumas que devem ser superados; máscaras que devem ser desfeitas; nós que devem ser desatados. Esta posição é o eixo em que a pessoa se fixou e que deve ser transposto para permitir a realização pessoal e para que a pessoa se transforme e amadureça.
Carta 7 – Inconsciente
Esta posição mostra o que a pessoa está a precisar com urgência. O que precisa fazer para se libertar. É um pedido de socorro que vem do seu interior e do qual a pessoa nem tem consciência.
Carta 8 – Relações afectivas
Esta posição mostra como a pessoa se relaciona com os outros a nível íntimo, afectivo e sexual.
Carta 9 – Infância
Trata-se da infância da pessoa, como é que foi vivido o seu primeiro período de vida. Esta posição relaciona-se directamente com a Âncora, pois a forma como foi vivida a infância influencia fortemente a personalidade actual. As experiências boas ou más marcam a personalidade para o resto da vida.
Carta 5 – Tratamento
Esta posição indica o caminho a seguir para ir anulando os bloqueios e cristalizações mostradas na Âncora e na Infância, melhor dizendo, pelas cartas abertas até este momento. Uma segunda carta pode indicar o que fazer para reforçar a individualidade da pessoa.
Carta 6 – Desenvolvimento
Esta carta indica se a pessoa está no caminho do desenvolvimento interior, num caminho evolutivo, ou não. Se a carta for de aspecto positivo, a pessoa está no bom caminho no sentido da evolução interior para se tornar num ser mais elevado. A carta negativa mostra o que é preciso lapidar para que a pessoa consiga superar os seus aspectos negativos.
Carta 3 – Expressão Interior
Esta posição mostra como a pessoa se encontra interiormente, se em paz consigo mesma, se está assumindo o domínio da sua própria vida, ou não. Uma carta positiva mostra que a pessoa está em plena realização da sua vida, assumindo os riscos que ela comporta. Se for negativa, mostra que a pessoa continua presa a velhos temores de que tem dificuldade em libertar-se.
Carta 10 – Expressão Exterior
Esta última posição mostra como a pessoa se expressa para o exterior, como são as suas relações sociais, profissionais e familiares. Mostra o que a pessoa é, de facto, em face do mundo.
NOTA: PARA PODER RECEBER GRÁFICOS E DESENHOS ILUSTRATIVOS, FAVOR INDICAR O SEU E-MAIL
quinta-feira, 1 de maio de 2008
TAROT DE THOT - Introdução
INTRODUÇÃO
Pode parecer estranho que faça a introdução ao curso de Tarot depois de vários textos em que abordei de forma sintética as Figuras da Corte e os Arcanos Menores. A intenção foi a de apresentar de maneira simples os elementos com que vamos lidar, não só o significado das cartas, mas também a sua correspondência astrológica e cabalística.
Este curso é baseado no Livro de Thot, da autoria do grande mago do início do século XX, Aleister Crowley, e na análise de Veet Pramad, um tarólogo que desenvolveu e aprofundou os ensinamentos de Crowley.
O curso feito ao vivo tem a duração de, pelo menos, 30 semanas, com duas aulas de duas horas por semana. Por aqui se pode avaliar a vastidão e complexidade de um curso de Tarot como este. Por correspondência não terá uma duração definida, uma vez que compete a cada um a maior ou menor aplicação no estudo das apostilhas. Comentários, perguntas e dúvidas serão sempre bem recebidas e respondidas na medida em que for possível.
Um pouco de história
O Tarot tem a sua origem remota no Antigo Egipto, por isso, é também chamado por alguns autores de “O Livro de Thot”.
Thot foi um deus egípcio. Atribui-se-lhe a invenção da escrita, da linguagem e da Astrologia. Era o deus do conhecimento.
Teve vários personagens equivalentes nas antigas civilizações: Hermes na Grécia, Mercúrio em Roma, Auhuman na Índia, Quetzacoalt no México. Todos estes deuses eram instrutores dos homens, dando-lhes conhecimentos básicos como a escrita, a forma de se comunicarem através da linguagem, as artes, enfim, o conhecimento básico em geral.
Pensa-se que Thot, para além da figura que assumiu na mitologia egípcia, tenha sido um ser humano possuidor de dotes muito especiais, provavelmente oriundo da antiga Atlântida, ou mesmo de um outro planeta. Atribui-se-lhe também o governo do Egipto antes do Egipto histórico que conhecemos, por mais de 3.000 anos.
Não se sabe exactamente como é que o Tarot chegou à Europa. Na verdade foram os ciganos que o popularizaram na Europa, quando as suas tribos emigraram do Médio Oriente para o Velho Continente. Mas figuras famosas do ocultismo se dedicaram à sua interpretação, explicação e desenvolvimento. Refiro, como exemplos, Giovanni Coveluzzo, historiador italiano do século XV; Jacquemin Gringonneur, artista francês que criou um baralho para o rei Charles VI, em 1392; Visconti Sforza, que criou um baralho em Milão, talvez como um presente de casamento entre as famílias Visconti e Sforza; Court de Gebelin, pastor protestante, ocultista e arqueólogo, que introduziu o Tarot na sociedade elitista europeia; Eliphas Levi, cujo verdadeiro nome era Alphonse Louis Constant, religioso francês, abade da Igreja Católica, cabalista, filósofo, que escreveu o “Ritual da Alta Magia”, entre outras obras conhecidas hoje do público; o Dr. Gerard Encause, mais conhecido como Papus, médico francês, rosacruz e fundador do Martinismo, foi um grande estudioso do Tarot, tema do seu livro “O Tarot dos Boémios”. Nas palavras de Eliphas Levi: “O Tarot, livro miraculoso, fonte de inspiração de todos os livros sagrados dos povos da antiguidade, é o mais perfeito instrumento de adivinhação”.
Na verdade, trata-se de um autêntico livro mágico, que reúne em si, nas suas 78 lâminas ou cartas, todo um profundo conhecimento que nos vem sendo transmitido desde a mais remota antiguidade.
O baralho que usamos foi criado por Aleister Crowley que, nos dias 8, 9 e 10 de Abril de 1904, em viagem no Egipto, recebeu de Hoor-paar-Kraat, o Senhor do Silêncio, uma das formas de Hórus, todo um texto que anunciava uma nova era para a humanidade, a Era do Amor. Crowley publicou esse texto num livro que chamou “O Livro da Lei”, constituído por três capítulos: no primeiro é Nuit, o Princípio Feminino, que expõe a doutrina para a Nova Era; no segundo é Hadit, o Princípio Masculino; no terceiro é o próprio Hórus. Estas entidades nomeiam Crowley para ser o divulgador da sua mensagem, o que ele fez no “Livro da Lei”.
Constituído por 78 lâminas ou cartas, sendo 22 Arcanos Maiores, 16 Figuras da Corte e 40 Arcanos Menores, baralho desenhado pela artista Lady Freda Harris, é um verdadeiro compêndio de sabedoria. Cada carta é um mundo maravilhoso que se abre aos olhos do estudante atento. Nas palavras de Aleister Crowley: “A tarefa deste escriba tem sido a de preservar as características essenciais do Tarot, que são independentes das mudanças periódicas das Eras e actualizar aqueles caracteres dogmáticos e artísticos que ficaram ininteligíveis. A arte do progresso está em manter intacto o Eterno, mas também em adoptar uma posição de vanguarda, talvez, em alguns aspectos semi-revolucionária, com respeito aos acidentes sujeitos ao império do tempo.”
Veet Pramad diz que o Tarot pode ser definido como: “A expressão plástica dos Arquétipos Universais, presentes no Inconsciente Colectivo da humanidade que aparecem, de uma maneira ou de outra, quando homens e mulheres, especialmente intuitivos, conseguem captá-los. A elaboração conceitual e artística destas imagens universais, conta e contará com a cumplicidade de entidades espirituais que trabalham para dar o ser humano um veículo que lhe permita orientar-se melhor na viagem do auto-conhecimento ou resgate da essência divina de cada um de nós”.
Pode parecer estranho que faça a introdução ao curso de Tarot depois de vários textos em que abordei de forma sintética as Figuras da Corte e os Arcanos Menores. A intenção foi a de apresentar de maneira simples os elementos com que vamos lidar, não só o significado das cartas, mas também a sua correspondência astrológica e cabalística.
Este curso é baseado no Livro de Thot, da autoria do grande mago do início do século XX, Aleister Crowley, e na análise de Veet Pramad, um tarólogo que desenvolveu e aprofundou os ensinamentos de Crowley.
O curso feito ao vivo tem a duração de, pelo menos, 30 semanas, com duas aulas de duas horas por semana. Por aqui se pode avaliar a vastidão e complexidade de um curso de Tarot como este. Por correspondência não terá uma duração definida, uma vez que compete a cada um a maior ou menor aplicação no estudo das apostilhas. Comentários, perguntas e dúvidas serão sempre bem recebidas e respondidas na medida em que for possível.
Um pouco de história
O Tarot tem a sua origem remota no Antigo Egipto, por isso, é também chamado por alguns autores de “O Livro de Thot”.
Thot foi um deus egípcio. Atribui-se-lhe a invenção da escrita, da linguagem e da Astrologia. Era o deus do conhecimento.
Teve vários personagens equivalentes nas antigas civilizações: Hermes na Grécia, Mercúrio em Roma, Auhuman na Índia, Quetzacoalt no México. Todos estes deuses eram instrutores dos homens, dando-lhes conhecimentos básicos como a escrita, a forma de se comunicarem através da linguagem, as artes, enfim, o conhecimento básico em geral.
Pensa-se que Thot, para além da figura que assumiu na mitologia egípcia, tenha sido um ser humano possuidor de dotes muito especiais, provavelmente oriundo da antiga Atlântida, ou mesmo de um outro planeta. Atribui-se-lhe também o governo do Egipto antes do Egipto histórico que conhecemos, por mais de 3.000 anos.
Não se sabe exactamente como é que o Tarot chegou à Europa. Na verdade foram os ciganos que o popularizaram na Europa, quando as suas tribos emigraram do Médio Oriente para o Velho Continente. Mas figuras famosas do ocultismo se dedicaram à sua interpretação, explicação e desenvolvimento. Refiro, como exemplos, Giovanni Coveluzzo, historiador italiano do século XV; Jacquemin Gringonneur, artista francês que criou um baralho para o rei Charles VI, em 1392; Visconti Sforza, que criou um baralho em Milão, talvez como um presente de casamento entre as famílias Visconti e Sforza; Court de Gebelin, pastor protestante, ocultista e arqueólogo, que introduziu o Tarot na sociedade elitista europeia; Eliphas Levi, cujo verdadeiro nome era Alphonse Louis Constant, religioso francês, abade da Igreja Católica, cabalista, filósofo, que escreveu o “Ritual da Alta Magia”, entre outras obras conhecidas hoje do público; o Dr. Gerard Encause, mais conhecido como Papus, médico francês, rosacruz e fundador do Martinismo, foi um grande estudioso do Tarot, tema do seu livro “O Tarot dos Boémios”. Nas palavras de Eliphas Levi: “O Tarot, livro miraculoso, fonte de inspiração de todos os livros sagrados dos povos da antiguidade, é o mais perfeito instrumento de adivinhação”.
Na verdade, trata-se de um autêntico livro mágico, que reúne em si, nas suas 78 lâminas ou cartas, todo um profundo conhecimento que nos vem sendo transmitido desde a mais remota antiguidade.
O baralho que usamos foi criado por Aleister Crowley que, nos dias 8, 9 e 10 de Abril de 1904, em viagem no Egipto, recebeu de Hoor-paar-Kraat, o Senhor do Silêncio, uma das formas de Hórus, todo um texto que anunciava uma nova era para a humanidade, a Era do Amor. Crowley publicou esse texto num livro que chamou “O Livro da Lei”, constituído por três capítulos: no primeiro é Nuit, o Princípio Feminino, que expõe a doutrina para a Nova Era; no segundo é Hadit, o Princípio Masculino; no terceiro é o próprio Hórus. Estas entidades nomeiam Crowley para ser o divulgador da sua mensagem, o que ele fez no “Livro da Lei”.
Constituído por 78 lâminas ou cartas, sendo 22 Arcanos Maiores, 16 Figuras da Corte e 40 Arcanos Menores, baralho desenhado pela artista Lady Freda Harris, é um verdadeiro compêndio de sabedoria. Cada carta é um mundo maravilhoso que se abre aos olhos do estudante atento. Nas palavras de Aleister Crowley: “A tarefa deste escriba tem sido a de preservar as características essenciais do Tarot, que são independentes das mudanças periódicas das Eras e actualizar aqueles caracteres dogmáticos e artísticos que ficaram ininteligíveis. A arte do progresso está em manter intacto o Eterno, mas também em adoptar uma posição de vanguarda, talvez, em alguns aspectos semi-revolucionária, com respeito aos acidentes sujeitos ao império do tempo.”
Veet Pramad diz que o Tarot pode ser definido como: “A expressão plástica dos Arquétipos Universais, presentes no Inconsciente Colectivo da humanidade que aparecem, de uma maneira ou de outra, quando homens e mulheres, especialmente intuitivos, conseguem captá-los. A elaboração conceitual e artística destas imagens universais, conta e contará com a cumplicidade de entidades espirituais que trabalham para dar o ser humano um veículo que lhe permita orientar-se melhor na viagem do auto-conhecimento ou resgate da essência divina de cada um de nós”.
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