Esta carta tem outros nomes em diferentes baralhos. No Tarot de Marselha é “O Enamorado”; no de Eteilla é “O Vício e a Virtude”; no Tarot Egípcio é “A Indecisão”, e também “Os Dois Caminhos”. Foi Eliphas Levi quem lhe atribuiu o título de “Os Amantes”, mais tarde adoptado por Crowley.
O número atribuído a este Arcano é o 6. O seis é o número que se segue ao 5, que representa o homem físico. Com o seis passa a ser auto consciente.
O número seis é extremamente importante nas nossas vidas, as quais evoluem e progridem em função deste número mágico: o dia tem 24 horas, múltiplo de 6; a hora tem 60 minutos, múltiplo de 6; a circunferência tem 360 graus, múltiplo de 6; os ângulos recto e raso têm 90 e 180 graus, múltiplos de 6; e assim há um número enorme de exemplos.
O 6 é representado pelo hexágono, dois triângulos sobrepostos que formam a estrela de seis pontas, também conhecida como Estrela de David ou Selo de Salomão. O triângulo apontado para cima representa o masculino, o apontado para baixo, o feminino, portanto, o hexágono representa a união do masculino com o feminino, o poder criador.
Símbolo Astrológico: Gémeos
Este Signo do Zodíaco é o símbolo geral da dualidade, expressão de todas as oposições numa tensão permanente e criadora.
Elemento: Ar
Caminho Cabalístico: É o 17º Caminho, unindo Binah, o Conhecimento, com Tipharet, a Beleza. A individualidade, que se equilibrou em Tipharet, a 6ª Sefira, vai a caminho de se aprofundar através do conhecimento de Binah.
Simbologia: Na carta de Crowley quase todos os símbolos são duplos, formando vários opostos. Com o fundo cheio de espadas, indicando seu carácter analítico (espadas é Ar, que representa o intelecto), mostra o casamento do rei negro com a rainha loira e branca.
Esta carta é extraordinária em termos de simbologia. A coroa e a capa de arminho que ambas as figuras usam simbolizam a sua natureza imperial. As crianças, sendo ambas do sexo masculino, simbolizam a natureza masculina da condição imperial mas, também significam o oposto que vive no interior de cada um de nós. Assim, ele segura uma lança, símbolo de Fogo, que também é segura pela criança negra, que é o inconsciente dela. Ela, por sua vez, segura uma taça, que pode representar o Graal, que também é segura pela criança branca, que vive no inconsciente dele. Portanto, ambos são negros e brancos, numa união perfeita dos opostos.
A criança branca segura também um ramo de rosas brancas, símbolo da paz, e a criança negra uma maça, símbolo de agressão e de guerra, na continuação dos pares de opostos.
O leão vermelho e a águia branca são a representação do Enxofre e do Sal alquímicos, a polaridade da Natureza.
As duas mulheres nos cantos superiores são Lilith e Eva, representando a dupla expressão da mulher: a primeira, Lilith, é a mulher instintiva, na plenitude da sua sexualidade, relacionando-se com quem quer, quando quer e como quer, livre de moralismos e tabus; a segunda é Eva, comportada, obediente e submissa. A primeira pode significar também evolução, a segunda involução.
Cupido, com as suas flechas douradas e uma venda nos olhos representa a vontade inconsciente de união com o Todo através do amor passional.
O encapuçado que ocupa o centro da carta celebra o casamento hermético ou alquímico. Atrás da sua cabeça encapuçada, a luz de Kether. A cor da túnica é violeta, a cor do segredo. O segredo, o seu rosto oculto, indica que a razão última das coisas está numa esfera inatingível pelo intelecto. Ao redor dos braços vem os o anel de Moebius, símbolo do infinito, mas também a superfície de um só plano, que dá acesso, segundo alguns, a outra dimensão e a outros níveis de consciência. Este anel ou fita de Moebius é um papiro, que representa o Verbo, a acção de criar, que começa a frutificar no Ovo rodeado por uma serpente que vemos no fundo da carta.
Esta carta mostra, em seu sentido mais elevado, a Criação do Universo pela interacção dos Princípios Feminino e Masculino. Este conceito obrigou durante a Idade Média a transformar a carta, dando-lhe uma aparência e nome diferentes, pois não concordava com a versão oficial da criação do mundo e do homem por um deus masculino. No “Livro de Thot” Crowley diz o seguinte: “A reserva se fez necessária devido ao poder das igrejas repressoras que não só lutavam entre si com a ferocidade do fanatismo, como também estavam interessadas em destruir a ciência nascente que, como instintivamente reconheciam, acabaria com a ignorância e a fé, das quais dependiam seu poder e riqueza”. Isto quer dizer que a ideia de um deus pai todo poderoso, criador do Céu e da Terra e de tudo quanto é visível e invisível, é tão aberrante como a ideia de que, na gestação de um ser humano só intervém o pai, a parte masculina. Tudo na Criação é dual, tudo tem duas polaridades.
A mensagem importante nesta carta é: União. A união dos opostos, a partir da qual tudo é criado, seja uma criança, uma estrela ou uma galáxia.
LEITURA
Situação actual: Pode indicar um momento de união amorosa, um encontro profundo e talvez transcendente, principalmente se acompanhada pelo 2 de Copas (o Amor), ou pelo 6 de Copas (o Prazer).
Pode também significar que se está perante uma encruzilhada, sem saber o que fazer entre continuar na rotina de sempre ou partir para uma vida diferente.
Âncora: Pessoa incapaz de tomar decisões, preferindo que outros e as circunstâncias determinem a sua vida. É uma pessoa anulada em relação ao outro: é a esposa de fulano; é o marido da senhora de tal; é o filho ou a filha de… É uma pessoa que se identifica sempre com o outro e não consigo mesma.
Inconsciente: Esta pessoa precisa de se voltar para si mesma, tomar contacto com os seus lados masculino e feminino e desenvolvê-los. Descobrir dentro de si o que está procurando fora com ansiedade. Desta forma, definir-se, decidir interiormente o que quer ser, que vida quer viver.
Relações afectivas: O casal pode estar a viver em perfeita harmonia, construindo o seu amor, compenetrando-se e complementando-se cada vez mais. Pode também ser excesso de idealismo, o sonho e a procura do príncipe ou da princesa encantada, deixando a vida fugir entre as mãos.
Infância: Criança marcada negativamente pelo clima doméstico, pelas relações entre os seus pais: brigas, ciúmes, jogos de poder em que a criança foi colocada no meio. Possível separação ou divórcio.
Tratamento: O crescimento desta pessoa vai depender de saber o que realmente quer. Escolher e reconhecer as actividades que fazem sentido para o seu Eu interior.
Desenvolvimento: Dependendo das cartas mostradas na coluna, pode indicar uma boa relação afectiva e sexual, ou uma escolha vital muito importante.
Expressão interior: Encontrou o seu verdadeiro caminho. Desenvolveu em si, harmoniosamente, as suas polaridades e pode expressar o seu amor num nível mais elevado.
Expressão externa: A pessoa vive agora amadurecendo numa relação que cada dia faz mais sentido. Podemos dizer que se sente feliz nessa relação.
domingo, 29 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
OS ARCANOS SUPERIORES - V - O Hierofante
Nas antigas Escolas de Mistérios do Egipto, este título era dado ao sumo-sacerdote ou condutor dos trabalhos da Escola. Significa “aquele que está em contacto com a Divindade.”
O Hierofante é o Arcano n.º 5, que representa o ser humano físico, ou o microcósmico.
O pentagrama, quando na sua posição vertical, apontando para cima, simboliza o poder evolutivo, o poder do amor. Invertido significa exactamente o contrário, o poder involutivo, a magia negra, o poder da sombra.
Símbolo Astrológico: Touro
Este Signo é governado pelo planeta Vénus. O taurino é afectuoso, pacífico mas, quando não aguenta mais explode em grande fúria. É sensual, tímido e apaixonado. Adora a boa mesa e sente atracção por tudo o que é belo. Perfeccionista, muito arraigado aos seus hábitos, é o pior crítico de si mesmo.
Elemento: Terra
Caminho Cabalístico: É o 16º Caminho, unindo Chesed, a Misericórdia, com Chokmah, a Sabedoria.
Simbologia: Na carta de Crowley a figura central é um homem maduro vestindo uma túnica. Com a mão esquerda abençoa, com a direita segura um báculo encimado por três anéis, que representam Ísis, Osíris e Horus.
Este báculo é a chave, que significa em termos esotéricos que é um iniciado e que tem a capacidade de iniciar. É aquele que confere a iniciação aos que a merecem.
No peito vemos um pentagrama na sua posição correcta, dentro do qual vemos também uma criança. Esta criança simboliza o espírito da Nova Era, onde os conceitos de morte e pecado não escravizarão mais o ser humano, que assim poderá viver o seu lado infantil sem medos.
Desenhado sobre o Hierofante vemos um hexagrama, símbolo do Macrocosmos, significando que está em equilíbrio com o Universo.
O Hierofante é ladeado por dois elefantes e está sentado sobre a garupa de um touro. Na Índia, o elefante é Ganesh, filho de Shiva e Parvati, deus e símbolo do conhecimento. O touro é símbolo de poder e estabilidade.
Diante do Hierofante vemos uma mulher com uma espada na mão direita e a Lua na mão esquerda. Para Crowley é a Vénus da Nova Era. É a mulher que não aceita mais o seu papel tradicional de dupla escrava: do macho e do sistema. Armada, vai à luta pelos seus direitos e pela sua libertação. Tendo este baralho sido criado no início do século XX, é notável a previsão de Crowley sobre a libertação da mulher das amarras tradicionais, pelo menos no mundo ocidental, mas, ainda há um longo caminho a percorrer para que a mulher atinja o estatuto de igualdade plena com o homem. Não podemos deixar de referir que as religiões têm sido o principal obstáculo a essa libertação.
Nos quatro cantos da carta vemos quatro máscaras que, para alguns autores, são os guardiães dos santuários e representam também os quatro Elementos e os quatro Signos fixos do Zodíaco. Assim, temos o Leão, que é Fogo, que é Leão, a energia Espírito; a Águia, que é Água, que é Escorpião, as emoções; o Homem, que é Ar, que é Aquário, o intelecto; por último o Touro, que é Terra, que é Touro, o corpo físico.
O chapéu em formato fálico complementa-se com a rosa de cinco pétalas, indicando que a mente masculina, racional e analítica, é insuficiente, que sem o elemento feminino é impossível atingir a sabedoria.
Rodeando a vidreira com a rosa, vemos uma serpente e uma pomba. A pomba é a pureza de intenções, o amor sublimado; a serpente é o amor instintivo.
O Hierofante representa o Princípio Masculino Universal. É o mestre espiritual que ajuda os caminhantes a encontrar a sua divindade interior, o seu Mestre Interior. É o pontífice (ponte) entre a matéria e o espírito.
Durante muitos séculos este significado permaneceu escondido e a carta, em todos os baralhos, chamava-se “O Papa”, pois as religiões, nomeadamente a judaica, a cristã e a muçulmana, fizeram todo o possível por nos fazer acreditar que Deus está fora de nós, que não somos seres divinos nem temos a divindade dentro de nós.
LEITURA
Situação actual: A pessoa está dedicada ao estudo, procurando o conhecimento através do estudo. A segunda carta poderá indicar qual a área de conhecimento que é do seu interesse.
Âncora: O Hierofante nesta posição indica que a pessoa é fanática, seja em termos religiosos, políticos ou filosóficos. A máscara que adoptou não permite o mínimo contacto com as suas emoções e o seu corpo físico. Arrogante, procura sempre impor as suas ideias aos outros. É um catequizador fanático que repete mecanicamente os seus argumentos, convencendo por essa via gente a entrar para a sua igreja, partido político, grupo filosófico ou claque de um clube de futebol.
Inconsciente: Chegou a hora de encontrar a sua verdadeira espiritualidade e não acreditar mais em doutrinas alheias.
Relações afectivas: Sem paixão, interessada apenas em certos temas intelectuais, pessoa limitada a um padrão adquirido de comportamento, ou; passa por saber mais que o outro e acaba por se envolver com pessoas que a consideram “professor” ou “guru”. Das suas verdadeiras emoções ninguém sabe, nem ela própria.
Infância: Criança muito doutrinada, talvez criada numa família demasiadamente religiosa, demasiado rígida, que moldou o seu carácter e acabou com a sua espontaneidade.
Tratamento: Estimular o estudo nas áreas de interesse da pessoa, que pode ser na área profissional, científica ou espiritual. Esta pessoa deverá ser alertada para os vendedores de receitas que pretendem convertê-la a esta ou àquela fé. Será pelo estudo, pela aquisição de conhecimento, que melhor se poderá realiza na vida.
Desenvolvimento: Evolução positiva através do aprendizado de uma profissão, uma ciência ou de um encontro profundo com um Mestre, externo ou interior. O encontro com o seu Mestre Interior é uma dádiva gratificante.
Expressão interior: Esta pessoa encontrou o seu próprio caminho e começa a abrir-se para níveis mais elevados de consciência.
Expressão externa: Pessoa crescida espiritualmente. Pelas suas vivências, pelo seu contacto com o seu Eu interior, compreensão e conhecimento do mundo, está apta a passar a sua mensagem.
O Hierofante é o Arcano n.º 5, que representa o ser humano físico, ou o microcósmico.
O pentagrama, quando na sua posição vertical, apontando para cima, simboliza o poder evolutivo, o poder do amor. Invertido significa exactamente o contrário, o poder involutivo, a magia negra, o poder da sombra.
Símbolo Astrológico: Touro
Este Signo é governado pelo planeta Vénus. O taurino é afectuoso, pacífico mas, quando não aguenta mais explode em grande fúria. É sensual, tímido e apaixonado. Adora a boa mesa e sente atracção por tudo o que é belo. Perfeccionista, muito arraigado aos seus hábitos, é o pior crítico de si mesmo.
Elemento: Terra
Caminho Cabalístico: É o 16º Caminho, unindo Chesed, a Misericórdia, com Chokmah, a Sabedoria.
Simbologia: Na carta de Crowley a figura central é um homem maduro vestindo uma túnica. Com a mão esquerda abençoa, com a direita segura um báculo encimado por três anéis, que representam Ísis, Osíris e Horus.
Este báculo é a chave, que significa em termos esotéricos que é um iniciado e que tem a capacidade de iniciar. É aquele que confere a iniciação aos que a merecem.
No peito vemos um pentagrama na sua posição correcta, dentro do qual vemos também uma criança. Esta criança simboliza o espírito da Nova Era, onde os conceitos de morte e pecado não escravizarão mais o ser humano, que assim poderá viver o seu lado infantil sem medos.
Desenhado sobre o Hierofante vemos um hexagrama, símbolo do Macrocosmos, significando que está em equilíbrio com o Universo.
O Hierofante é ladeado por dois elefantes e está sentado sobre a garupa de um touro. Na Índia, o elefante é Ganesh, filho de Shiva e Parvati, deus e símbolo do conhecimento. O touro é símbolo de poder e estabilidade.
Diante do Hierofante vemos uma mulher com uma espada na mão direita e a Lua na mão esquerda. Para Crowley é a Vénus da Nova Era. É a mulher que não aceita mais o seu papel tradicional de dupla escrava: do macho e do sistema. Armada, vai à luta pelos seus direitos e pela sua libertação. Tendo este baralho sido criado no início do século XX, é notável a previsão de Crowley sobre a libertação da mulher das amarras tradicionais, pelo menos no mundo ocidental, mas, ainda há um longo caminho a percorrer para que a mulher atinja o estatuto de igualdade plena com o homem. Não podemos deixar de referir que as religiões têm sido o principal obstáculo a essa libertação.
Nos quatro cantos da carta vemos quatro máscaras que, para alguns autores, são os guardiães dos santuários e representam também os quatro Elementos e os quatro Signos fixos do Zodíaco. Assim, temos o Leão, que é Fogo, que é Leão, a energia Espírito; a Águia, que é Água, que é Escorpião, as emoções; o Homem, que é Ar, que é Aquário, o intelecto; por último o Touro, que é Terra, que é Touro, o corpo físico.
O chapéu em formato fálico complementa-se com a rosa de cinco pétalas, indicando que a mente masculina, racional e analítica, é insuficiente, que sem o elemento feminino é impossível atingir a sabedoria.
Rodeando a vidreira com a rosa, vemos uma serpente e uma pomba. A pomba é a pureza de intenções, o amor sublimado; a serpente é o amor instintivo.
O Hierofante representa o Princípio Masculino Universal. É o mestre espiritual que ajuda os caminhantes a encontrar a sua divindade interior, o seu Mestre Interior. É o pontífice (ponte) entre a matéria e o espírito.
Durante muitos séculos este significado permaneceu escondido e a carta, em todos os baralhos, chamava-se “O Papa”, pois as religiões, nomeadamente a judaica, a cristã e a muçulmana, fizeram todo o possível por nos fazer acreditar que Deus está fora de nós, que não somos seres divinos nem temos a divindade dentro de nós.
LEITURA
Situação actual: A pessoa está dedicada ao estudo, procurando o conhecimento através do estudo. A segunda carta poderá indicar qual a área de conhecimento que é do seu interesse.
Âncora: O Hierofante nesta posição indica que a pessoa é fanática, seja em termos religiosos, políticos ou filosóficos. A máscara que adoptou não permite o mínimo contacto com as suas emoções e o seu corpo físico. Arrogante, procura sempre impor as suas ideias aos outros. É um catequizador fanático que repete mecanicamente os seus argumentos, convencendo por essa via gente a entrar para a sua igreja, partido político, grupo filosófico ou claque de um clube de futebol.
Inconsciente: Chegou a hora de encontrar a sua verdadeira espiritualidade e não acreditar mais em doutrinas alheias.
Relações afectivas: Sem paixão, interessada apenas em certos temas intelectuais, pessoa limitada a um padrão adquirido de comportamento, ou; passa por saber mais que o outro e acaba por se envolver com pessoas que a consideram “professor” ou “guru”. Das suas verdadeiras emoções ninguém sabe, nem ela própria.
Infância: Criança muito doutrinada, talvez criada numa família demasiadamente religiosa, demasiado rígida, que moldou o seu carácter e acabou com a sua espontaneidade.
Tratamento: Estimular o estudo nas áreas de interesse da pessoa, que pode ser na área profissional, científica ou espiritual. Esta pessoa deverá ser alertada para os vendedores de receitas que pretendem convertê-la a esta ou àquela fé. Será pelo estudo, pela aquisição de conhecimento, que melhor se poderá realiza na vida.
Desenvolvimento: Evolução positiva através do aprendizado de uma profissão, uma ciência ou de um encontro profundo com um Mestre, externo ou interior. O encontro com o seu Mestre Interior é uma dádiva gratificante.
Expressão interior: Esta pessoa encontrou o seu próprio caminho e começa a abrir-se para níveis mais elevados de consciência.
Expressão externa: Pessoa crescida espiritualmente. Pelas suas vivências, pelo seu contacto com o seu Eu interior, compreensão e conhecimento do mundo, está apta a passar a sua mensagem.
OS ARCANOS SUPERIORES - IV - O Imperador
O seu título esotérico é “O Chefe entre os Poderosos”.
É o número 4, simbolicamente relacionado com a cruz e o quadrado. Representa o que é sólido, tangível, manifestado. Simboliza também a Lei, a Ordem e a Estabilidade. O Imperador, seja de um império manifestado, como houve muitos até hoje, seja de um império espiritual, é aquele que manda em todos, nos pobres e nos ricos, nos fracos e nos poderosos; é aquele que dita a Lei, que garante a Ordem e mantém a Estabilidade.
O número 4 está presente na nossa realidade de diversas formas: os 4 pontos cardeais, Norte, Sul, Este, Oeste; os 4 Elementos da matéria, Fogo, Água, Ar, Terra; as 4 letras do nome de Deus em diversas línguas; as 4 fases da Lua; as 4 Estações do Ano; os 4 períodos em que podemos dividir a vida humana, infância, adolescência, maturidade e velhice.
São 4 os Mundos Cabalísticos: Atziluh, o mundo arquetípico; Briah, o mundo da criação; Yetzirah, o mundo da formação; Assiah, o mundo material.
Para Jung, o 4 representa o fundamento arquetípico da psique: Intuição, Sentimento, Sensação e Pensamento.
O ser humano pode ser classificado por 4 aspectos fundamentais: o ser espiritual, o intelecto, o corpo emocional e o corpo físico.
Símbolo Astrológico: Áries (Carneiro)
O ariano é impulsivo, entusiasta, vivaz, dinâmico, ambicioso, empreendedor, directo, orgulhoso, egoísta, violento, primitivo, conquistador, impaciente e, quase sempre, carece de perseverança para concluir o que começou. Adora mandar e odeia obedecer.
É leal, embora inconstante, tendo muita dificuldade em se enquadrar num padrão ou norma. É optimista e cheio de confiança em si mesmo. Entusiasma-se com tudo o que é novo.
Governado por Marte, o planeta regente do Signo de Áries, a palavra-chave do ariano é: Eu Sou!
Elemento: Fogo
Embora possa parecer, Fogo não é o Elemento responsável pelas nossas emoções. Como já vimos, quando falámos da Sacerdotisa, o Elemento responsável pelas nossas emoções é Água. Fogo é o responsável pela explosão dessas emoções, muitas vezes de forma errada. É também o Fogo o Elemento que fomenta a nossa vontade, a energia que nos faz reagir contra a letargia, contra a imobilidade; Podemos dizer que Fogo é o Elemento do nosso descontentamento perante a vida, quando conseguimos fugir aos padrões sociais e tentamos seguir pelos nossos próprios passos.
Caminho Cabalístico: É o 28º Caminho, unindo Yesod, a Fundação, com Netzah, a Eternidade. De acordo com o Sepher Yetzirah, “O 28º Caminho é chamado ‘A Consciência Natural’, porque mediante ela se completou a natureza de tudo o que existe sob a esfera do Sol”.
Simbologia:
A figura da carta representa um homem de meia-idade mostrando o lado esquerdo do rosto, o lado racional, lógico e masculino. Esta forma de mostrar o rosto apenas de um lado, que já vimos também anteriormente, é comum em muitas figuras antigas ligadas especialmente ao ocultismo ou a escolas iniciáticas. É exemplo flagrante os retratos de Louis-Claude de Saint Martin, o fundador do Martinismo, mais tarde reelaborado e recuperado por Papus. Muitos reis, rainhas e imperadores foram também assim retratados, significando com isso que os retratistas sabiam muito bem o que estavam a fazer.
A posição do corpo do Imperador nesta carta representa o símbolo alquímico do enxofre: os braços formando um triângulo e as pernas uma cruz. Para os alquimistas, o enxofre é a energia criativa do Princípio Masculino da Natureza.
As duas grandes cabras selvagens dos Himalaias representam a independência, a valentia e a solidão.
O cordeiro a seus pés significa domesticação, covardia, obediência, servilismo e dependência do rebanho e do pastor – o poder do Imperador sobre os súbditos. É o cordeiro sacrificial, o que se sacrifica em nome de um poder mais elevado. Temos aqui uma consonância com a ideia do “cordeiro de Deus” tão presente no cristianismo.
Para Crowley, estas imagens mostram o papel dos governos, pretendendo transformar seres livres, valentes, instintivos e independentes, em covardes sem identidade e vontade própria, identificados com o rebanho, segurando qualquer bandeira. Esta visão de Crowley é uma visão cruel acerca do papel que os governos e as religiões têm desempenhado, tentando e conseguindo submeter os seres humanos às suas doutrinas. Afinal, vivemos num mundo em que a liberdade é virtual, quer dizer, que não existe de facto, mesmo nas chamadas democracias. Independentemente dos regimes políticos, o ser humano é presa de padrões de comportamento e obrigações que limitam ou eliminam a sua condição natural de ser livre.
Continuando a ver a carta, o escudo com a águia de duas cabeças representa a obra ao rubro dos alquimistas.
Os braços do seu trono mostram a rosa-dos-ventos, indicando que a sua autoridade se dirige em todas as direcções. Na mão direita segura o ceptro com cabeça de carneiro, querendo significar que a sua autoridade é essencialmente mental. A bola coroada com a cruz de Malta que tem na mão esquerda mostra que a sua autoridade foi estabelecida solidamente. Se virmos nesta bola o símbolo de Vénus invertido, isso significará que a energia do Imperador frutificou, isto é, realizou-se na matéria.
A cor vermelha das suas vestes simboliza o poder supremo. De notar que a cor vermelha ou os vários tons de vermelho estiveram sempre associados ao poder – veja-se na Igreja Católica a cor das vestes dos bispos e cardeais, embora ali o poder supremo, o Papa, vista de branco. A cor vermelha é também a cor da vida, do fogo e do sangue.
Como já vimos no caso da Imperatriz, as abelhas e as flores-de-lis pretendem significar poder gerador e frutificante, quer dizer, que o seu poder se consumou e frutificou na matéria.
O Imperador é a carta que melhor representa o poder capitalista: ele representa o poder do dinheiro e suas leis. Bloqueia a sua espiritualidade para conjugar melhor os seus objectivos: “Pensar em trabalhar para produzir”. Trata-se do Princípio Masculino Material. Viciado no poder, o Imperador representa o pai, a autoridade, os poderes legislativo, executivo e judicial.
LEITURA
Situação actual: Mostra a pessoa dedicada fundamentalmente à realização prática de assuntos materiais. Encara a vida de uma forma fria, racional, materialista, competitiva e agressiva. Pessoa esquecida do lado lúdico da vida, não querendo saber dos seus instintos e emoções, os quais bloqueia para não se distrair do seu objectivo principal, que é o de ganhar dinheiro e conquistar poder a qualquer preço.
Âncora: Incapaz de relaxar, trabalhador compulsivo. Jung classificou este tipo de personalidade como uma das formas de Persona, quer dizer, a pessoa identifica-se totalmente com o seu trabalho e não consegue diversificar os seus interesses por outras áreas, mesmo entre a família, os amigos e nos momentos de relaxe, como sejam férias ou fins-de-semana.
Imagina que se não tiraniza os outros, estes acabarão com ele. Considera todos como seus inimigos ou adversários, sempre prontos a derrubá-lo. Não aceita que pode errar e considera conspiração contra a sua autoridade se alguém lhe fizer um reparo.
Inconsciente: Neste caso, quando a carta aparece nesta posição, quer dizer que a pessoa precisa de ser mais dona da sua vida, olhar mais para o lado material. Precisa ser mais firme, racional e metódica.
Relações afectivas: O que mais importa é o lado material – as emoções, o amor, o desejo sexual ficam em segundo plano. Pode estar virado para o trabalho como uma fuga à sua vida afectiva.
Pode também significar um macho reprimido e repressor, incapaz de amar. Relaciona-se apenas para obter vassalos que cumpram os seus desejos, que trabalhem para ele e o enriqueçam.
Infância: Nesta posição a carta representa o pai do consulente. Extremamente autoritário, repressor, que nunca mostrou amor pela criança. Obrigou a criança a normas rígidas e castigos para as normas infringidas.
Tratamento: Procurar disciplinar a sua vida, organizando-se e valorizando-se. Procurar sintonizar-se com os valores materiais, fortalecendo a sua vontade.
Desenvolvimento: Período de trabalho e realização material, com dedicação, firmeza e confiança. Acompanhado do 5 de Copas (frustração) ou do 5 de Ouros (sofrimento), pode indicar um conflito com a autoridade, que pode ser o pai, o patrão, o chefe, e sair provavelmente mais seguro de si mesmo e dono da sua vida.
Expressão interior: Tornou-se senhor da sua v ida, assentou a sua autoridade sobre bases sólidas e realistas.
Expressão externa: Está assumindo um papel de liderança em aspectos económicos e/ou políticos.
É o número 4, simbolicamente relacionado com a cruz e o quadrado. Representa o que é sólido, tangível, manifestado. Simboliza também a Lei, a Ordem e a Estabilidade. O Imperador, seja de um império manifestado, como houve muitos até hoje, seja de um império espiritual, é aquele que manda em todos, nos pobres e nos ricos, nos fracos e nos poderosos; é aquele que dita a Lei, que garante a Ordem e mantém a Estabilidade.
O número 4 está presente na nossa realidade de diversas formas: os 4 pontos cardeais, Norte, Sul, Este, Oeste; os 4 Elementos da matéria, Fogo, Água, Ar, Terra; as 4 letras do nome de Deus em diversas línguas; as 4 fases da Lua; as 4 Estações do Ano; os 4 períodos em que podemos dividir a vida humana, infância, adolescência, maturidade e velhice.
São 4 os Mundos Cabalísticos: Atziluh, o mundo arquetípico; Briah, o mundo da criação; Yetzirah, o mundo da formação; Assiah, o mundo material.
Para Jung, o 4 representa o fundamento arquetípico da psique: Intuição, Sentimento, Sensação e Pensamento.
O ser humano pode ser classificado por 4 aspectos fundamentais: o ser espiritual, o intelecto, o corpo emocional e o corpo físico.
Símbolo Astrológico: Áries (Carneiro)
O ariano é impulsivo, entusiasta, vivaz, dinâmico, ambicioso, empreendedor, directo, orgulhoso, egoísta, violento, primitivo, conquistador, impaciente e, quase sempre, carece de perseverança para concluir o que começou. Adora mandar e odeia obedecer.
É leal, embora inconstante, tendo muita dificuldade em se enquadrar num padrão ou norma. É optimista e cheio de confiança em si mesmo. Entusiasma-se com tudo o que é novo.
Governado por Marte, o planeta regente do Signo de Áries, a palavra-chave do ariano é: Eu Sou!
Elemento: Fogo
Embora possa parecer, Fogo não é o Elemento responsável pelas nossas emoções. Como já vimos, quando falámos da Sacerdotisa, o Elemento responsável pelas nossas emoções é Água. Fogo é o responsável pela explosão dessas emoções, muitas vezes de forma errada. É também o Fogo o Elemento que fomenta a nossa vontade, a energia que nos faz reagir contra a letargia, contra a imobilidade; Podemos dizer que Fogo é o Elemento do nosso descontentamento perante a vida, quando conseguimos fugir aos padrões sociais e tentamos seguir pelos nossos próprios passos.
Caminho Cabalístico: É o 28º Caminho, unindo Yesod, a Fundação, com Netzah, a Eternidade. De acordo com o Sepher Yetzirah, “O 28º Caminho é chamado ‘A Consciência Natural’, porque mediante ela se completou a natureza de tudo o que existe sob a esfera do Sol”.
Simbologia:
A figura da carta representa um homem de meia-idade mostrando o lado esquerdo do rosto, o lado racional, lógico e masculino. Esta forma de mostrar o rosto apenas de um lado, que já vimos também anteriormente, é comum em muitas figuras antigas ligadas especialmente ao ocultismo ou a escolas iniciáticas. É exemplo flagrante os retratos de Louis-Claude de Saint Martin, o fundador do Martinismo, mais tarde reelaborado e recuperado por Papus. Muitos reis, rainhas e imperadores foram também assim retratados, significando com isso que os retratistas sabiam muito bem o que estavam a fazer.
A posição do corpo do Imperador nesta carta representa o símbolo alquímico do enxofre: os braços formando um triângulo e as pernas uma cruz. Para os alquimistas, o enxofre é a energia criativa do Princípio Masculino da Natureza.
As duas grandes cabras selvagens dos Himalaias representam a independência, a valentia e a solidão.
O cordeiro a seus pés significa domesticação, covardia, obediência, servilismo e dependência do rebanho e do pastor – o poder do Imperador sobre os súbditos. É o cordeiro sacrificial, o que se sacrifica em nome de um poder mais elevado. Temos aqui uma consonância com a ideia do “cordeiro de Deus” tão presente no cristianismo.
Para Crowley, estas imagens mostram o papel dos governos, pretendendo transformar seres livres, valentes, instintivos e independentes, em covardes sem identidade e vontade própria, identificados com o rebanho, segurando qualquer bandeira. Esta visão de Crowley é uma visão cruel acerca do papel que os governos e as religiões têm desempenhado, tentando e conseguindo submeter os seres humanos às suas doutrinas. Afinal, vivemos num mundo em que a liberdade é virtual, quer dizer, que não existe de facto, mesmo nas chamadas democracias. Independentemente dos regimes políticos, o ser humano é presa de padrões de comportamento e obrigações que limitam ou eliminam a sua condição natural de ser livre.
Continuando a ver a carta, o escudo com a águia de duas cabeças representa a obra ao rubro dos alquimistas.
Os braços do seu trono mostram a rosa-dos-ventos, indicando que a sua autoridade se dirige em todas as direcções. Na mão direita segura o ceptro com cabeça de carneiro, querendo significar que a sua autoridade é essencialmente mental. A bola coroada com a cruz de Malta que tem na mão esquerda mostra que a sua autoridade foi estabelecida solidamente. Se virmos nesta bola o símbolo de Vénus invertido, isso significará que a energia do Imperador frutificou, isto é, realizou-se na matéria.
A cor vermelha das suas vestes simboliza o poder supremo. De notar que a cor vermelha ou os vários tons de vermelho estiveram sempre associados ao poder – veja-se na Igreja Católica a cor das vestes dos bispos e cardeais, embora ali o poder supremo, o Papa, vista de branco. A cor vermelha é também a cor da vida, do fogo e do sangue.
Como já vimos no caso da Imperatriz, as abelhas e as flores-de-lis pretendem significar poder gerador e frutificante, quer dizer, que o seu poder se consumou e frutificou na matéria.
O Imperador é a carta que melhor representa o poder capitalista: ele representa o poder do dinheiro e suas leis. Bloqueia a sua espiritualidade para conjugar melhor os seus objectivos: “Pensar em trabalhar para produzir”. Trata-se do Princípio Masculino Material. Viciado no poder, o Imperador representa o pai, a autoridade, os poderes legislativo, executivo e judicial.
LEITURA
Situação actual: Mostra a pessoa dedicada fundamentalmente à realização prática de assuntos materiais. Encara a vida de uma forma fria, racional, materialista, competitiva e agressiva. Pessoa esquecida do lado lúdico da vida, não querendo saber dos seus instintos e emoções, os quais bloqueia para não se distrair do seu objectivo principal, que é o de ganhar dinheiro e conquistar poder a qualquer preço.
Âncora: Incapaz de relaxar, trabalhador compulsivo. Jung classificou este tipo de personalidade como uma das formas de Persona, quer dizer, a pessoa identifica-se totalmente com o seu trabalho e não consegue diversificar os seus interesses por outras áreas, mesmo entre a família, os amigos e nos momentos de relaxe, como sejam férias ou fins-de-semana.
Imagina que se não tiraniza os outros, estes acabarão com ele. Considera todos como seus inimigos ou adversários, sempre prontos a derrubá-lo. Não aceita que pode errar e considera conspiração contra a sua autoridade se alguém lhe fizer um reparo.
Inconsciente: Neste caso, quando a carta aparece nesta posição, quer dizer que a pessoa precisa de ser mais dona da sua vida, olhar mais para o lado material. Precisa ser mais firme, racional e metódica.
Relações afectivas: O que mais importa é o lado material – as emoções, o amor, o desejo sexual ficam em segundo plano. Pode estar virado para o trabalho como uma fuga à sua vida afectiva.
Pode também significar um macho reprimido e repressor, incapaz de amar. Relaciona-se apenas para obter vassalos que cumpram os seus desejos, que trabalhem para ele e o enriqueçam.
Infância: Nesta posição a carta representa o pai do consulente. Extremamente autoritário, repressor, que nunca mostrou amor pela criança. Obrigou a criança a normas rígidas e castigos para as normas infringidas.
Tratamento: Procurar disciplinar a sua vida, organizando-se e valorizando-se. Procurar sintonizar-se com os valores materiais, fortalecendo a sua vontade.
Desenvolvimento: Período de trabalho e realização material, com dedicação, firmeza e confiança. Acompanhado do 5 de Copas (frustração) ou do 5 de Ouros (sofrimento), pode indicar um conflito com a autoridade, que pode ser o pai, o patrão, o chefe, e sair provavelmente mais seguro de si mesmo e dono da sua vida.
Expressão interior: Tornou-se senhor da sua v ida, assentou a sua autoridade sobre bases sólidas e realistas.
Expressão externa: Está assumindo um papel de liderança em aspectos económicos e/ou políticos.
domingo, 1 de junho de 2008
OS ARCANOS SUPERIORES - III - A Imperatriz
É o Arcano nº 3, o fruto da união entre o 1 e o 2. Este número pode significar também a vida, pois esta só acontece pela união dos dois números anteriores. É a regra do 3, conforme referimos na carta anterior, que devemos aplicar na nossa vida quotidiana. Aliás, aplicamo-la permanentemente sem termos consciência disso.
É a Trindade, presente em muitas religiões: no hinduísmo é Brama, o princípio criador, Vishnu, o princípio conservador, Shiva, o princípio destruidor, transformador e transcendente; no cristianismo apresenta-se como Pai, Filho e Espírito Santo; no Antigo Egipto era Ísis, Osíris e Horus. No hinduísmo cada um dos princípios tem a sua contraparte feminina, o que não acontece no cristianismo. Mas é no Antigo Egipto que um desses princípios é representado por uma figura feminina, Ísis.
São também três os principais elementos alquímicos: o Enxofre, o Mercúrio e o Sal.
Símbolo Astrológico: Vénus, o planeta que rege o prazer, o amor, a sexualidade, a alegria, a beleza, a doçura e os relacionamentos sentimentais.
Elemento: Água
Como vimos na Sacerdotisa, este Elemento é responsável pelas nossas emoções e sentimentos.
Caminho Cabalístico: 14º Caminho. Um caminho horizontal que une Binah, o Conhecimento, com Schokmah, a Sabedoria.
Simbologia:
Na carta que estamos a estudar vemos uma mulher coroada. Combina a espiritualidade com as suas funções materiais. Tal como no símbolo astrológico de Vénus, acima da cruz da matéria está o círculo do espírito. É a cruz ansata do Antigo Egipto, símbolo da vida e da imortalidade.
Segura na mão direita o lótus de Ísis, que representa o poder feminino, a vagina arquetípica, garantia de fecundidade.
Está sentada num trono, símbolo de poder, projectando sobre o mundo a sua natureza divina.
As várias chamas azuis que rodeiam o trono são indicação de que ela vem das águas de Binah.
O pardal e a pomba pousados em cada lado são as aves atribuídas a Vénus.
A Imperatriz veste roupa estampada com abelhas e espirais. As abelhas indicam trabalho laborioso pois, apesar da sua ascendência divina, não está livre do trabalho material. As espirais são indicação de que a evolução se faz em espiral, numa subida constante mas com vários retrocessos que não atingem o anterior nível mais baixo. As duas luas mostram que nesta carta tudo é equilíbrio – espiritual e material.
Tem a seus pés um pelicano fêmea com as suas crias, significando maternidade.
O escudo verde, cor de Vénus, com uma águia branca de duas cabeças, representa o trabalho ao branco dos alquimistas.
O chão encontra-se atapetado com flores-de-lis, significando iniciação e perenidade, ou seja, a Ísis eterna que conhece os segredos da vida, da morte e da ressurreição.
A sua coroa é formada por duas luas encimadas por uma cruz. Trata-se do símbolo invertido de Vénus, indicando que a sua energia vem do alto para se manifestar no mundo material.
Mostra o lado direito do rosto, o seu lado feminino.
Em suma, a Imperatriz é a Grande Mãe Universal.
LEITURA
Situação actual: Trata-se de uma pessoa que dedica a sua vida aos outros: família, filhos ou pessoas necessitando de ajuda ou apoio. O seu coração transborda de amor que coloca, incondicionalmente, ao serviço dos outros.
Pode também significar que se trata de uma pessoa alienada de si mesma, que não é capaz de lidar com os seus conflitos interiores e as suas carências afectivas. A permanente dedicação aos outros pode também querer dizer que o faz para conseguir a aprovação e o elogio dos outros, sem os quais se vê remetida a uma enorme solidão.
Âncora: A pessoa não acredita em si mesma, acha que só será amada se viver para cuidar dos outros, esquecendo-se de si mesma. Toda a vida viveu como escrava e passa o exemplo para os filhos. Acompanhada do 10 de paus (obsessão) significa escravidão. Acompanhada do Enforcado, indica submissão e grande dificuldade em dizer não. Com o Imperador, o 4 de espadas (trégua) ou o 8 de espadas (interferência), quer dizer que se trata de uma pessoa demasiado rigorosa, que pretende mostrar-se como exemplo de trabalho, dedicação e bons costumes.
Inconsciente: Precisa libertar-se da sua vida obsessiva, gostar mais de si mesma e tratar-se com mais doçura. Precisa ser menos rigorosa e descobrir os prazeres da vida.
Relações afectivas: A Imperatriz nesta posição indica que a pessoa passa por um período de amor e prazer. Pode ser uma boa altura para a concepção. Por outro lado, pode também indicar que se identifica com o papel de “mãe perfeita”, para garantir a aprovação e o afecto dos outros.
Infância: Quando criança, esta pessoa teve uma mãe super protectora, exigente e castradora, impedindo-a de se afirmar e de se tornar um ser humano autónomo e senhor da sua vida. Viu-se obrigada a adoptar um comportamento submisso.
Tratamento: A carta nesta posição indica que a pessoa precisa de colocar mais amor, prazer e sensualidade na sua vida.
Se tiver filhos, assumi-los, amá-los e deixá-los crescer e formar a sua própria personalidade – evitar a tentação do controle. Deve superar a tentação da super protecção e ajudá-los a superar obstáculos, orgulhos e resistências.
Desenvolvimento: Previsão de possível gravidez se for acompanhada pelo 3 de copas (abundância), ou pela Princesa de copas ou de ouros. Mostra o início de uma fase mais amorosa e criativa. Pode também ser um bom momento para começar a desenvolver as suas capacidades artísticas.
Expressão interior: Esta pessoa assumiu-se a si mesma, resgatando a capacidade de sentir amor por si e pelos outros. Se for mulher, sente-se bonita, sensual e capaz de expressá-lo. Se for homem, sente-se também bonito, atraente e capaz de se lançar em grandes voos afectivos ou mesmo eróticos.
Expressão externa: Como resultado da sua entrega, amor e expressão de abundância interior, bons e gratificantes resultados a nível material. Pessoa de grande sensibilidade.
É a Trindade, presente em muitas religiões: no hinduísmo é Brama, o princípio criador, Vishnu, o princípio conservador, Shiva, o princípio destruidor, transformador e transcendente; no cristianismo apresenta-se como Pai, Filho e Espírito Santo; no Antigo Egipto era Ísis, Osíris e Horus. No hinduísmo cada um dos princípios tem a sua contraparte feminina, o que não acontece no cristianismo. Mas é no Antigo Egipto que um desses princípios é representado por uma figura feminina, Ísis.
São também três os principais elementos alquímicos: o Enxofre, o Mercúrio e o Sal.
Símbolo Astrológico: Vénus, o planeta que rege o prazer, o amor, a sexualidade, a alegria, a beleza, a doçura e os relacionamentos sentimentais.
Elemento: Água
Como vimos na Sacerdotisa, este Elemento é responsável pelas nossas emoções e sentimentos.
Caminho Cabalístico: 14º Caminho. Um caminho horizontal que une Binah, o Conhecimento, com Schokmah, a Sabedoria.
Simbologia:
Na carta que estamos a estudar vemos uma mulher coroada. Combina a espiritualidade com as suas funções materiais. Tal como no símbolo astrológico de Vénus, acima da cruz da matéria está o círculo do espírito. É a cruz ansata do Antigo Egipto, símbolo da vida e da imortalidade.
Segura na mão direita o lótus de Ísis, que representa o poder feminino, a vagina arquetípica, garantia de fecundidade.
Está sentada num trono, símbolo de poder, projectando sobre o mundo a sua natureza divina.
As várias chamas azuis que rodeiam o trono são indicação de que ela vem das águas de Binah.
O pardal e a pomba pousados em cada lado são as aves atribuídas a Vénus.
A Imperatriz veste roupa estampada com abelhas e espirais. As abelhas indicam trabalho laborioso pois, apesar da sua ascendência divina, não está livre do trabalho material. As espirais são indicação de que a evolução se faz em espiral, numa subida constante mas com vários retrocessos que não atingem o anterior nível mais baixo. As duas luas mostram que nesta carta tudo é equilíbrio – espiritual e material.
Tem a seus pés um pelicano fêmea com as suas crias, significando maternidade.
O escudo verde, cor de Vénus, com uma águia branca de duas cabeças, representa o trabalho ao branco dos alquimistas.
O chão encontra-se atapetado com flores-de-lis, significando iniciação e perenidade, ou seja, a Ísis eterna que conhece os segredos da vida, da morte e da ressurreição.
A sua coroa é formada por duas luas encimadas por uma cruz. Trata-se do símbolo invertido de Vénus, indicando que a sua energia vem do alto para se manifestar no mundo material.
Mostra o lado direito do rosto, o seu lado feminino.
Em suma, a Imperatriz é a Grande Mãe Universal.
LEITURA
Situação actual: Trata-se de uma pessoa que dedica a sua vida aos outros: família, filhos ou pessoas necessitando de ajuda ou apoio. O seu coração transborda de amor que coloca, incondicionalmente, ao serviço dos outros.
Pode também significar que se trata de uma pessoa alienada de si mesma, que não é capaz de lidar com os seus conflitos interiores e as suas carências afectivas. A permanente dedicação aos outros pode também querer dizer que o faz para conseguir a aprovação e o elogio dos outros, sem os quais se vê remetida a uma enorme solidão.
Âncora: A pessoa não acredita em si mesma, acha que só será amada se viver para cuidar dos outros, esquecendo-se de si mesma. Toda a vida viveu como escrava e passa o exemplo para os filhos. Acompanhada do 10 de paus (obsessão) significa escravidão. Acompanhada do Enforcado, indica submissão e grande dificuldade em dizer não. Com o Imperador, o 4 de espadas (trégua) ou o 8 de espadas (interferência), quer dizer que se trata de uma pessoa demasiado rigorosa, que pretende mostrar-se como exemplo de trabalho, dedicação e bons costumes.
Inconsciente: Precisa libertar-se da sua vida obsessiva, gostar mais de si mesma e tratar-se com mais doçura. Precisa ser menos rigorosa e descobrir os prazeres da vida.
Relações afectivas: A Imperatriz nesta posição indica que a pessoa passa por um período de amor e prazer. Pode ser uma boa altura para a concepção. Por outro lado, pode também indicar que se identifica com o papel de “mãe perfeita”, para garantir a aprovação e o afecto dos outros.
Infância: Quando criança, esta pessoa teve uma mãe super protectora, exigente e castradora, impedindo-a de se afirmar e de se tornar um ser humano autónomo e senhor da sua vida. Viu-se obrigada a adoptar um comportamento submisso.
Tratamento: A carta nesta posição indica que a pessoa precisa de colocar mais amor, prazer e sensualidade na sua vida.
Se tiver filhos, assumi-los, amá-los e deixá-los crescer e formar a sua própria personalidade – evitar a tentação do controle. Deve superar a tentação da super protecção e ajudá-los a superar obstáculos, orgulhos e resistências.
Desenvolvimento: Previsão de possível gravidez se for acompanhada pelo 3 de copas (abundância), ou pela Princesa de copas ou de ouros. Mostra o início de uma fase mais amorosa e criativa. Pode também ser um bom momento para começar a desenvolver as suas capacidades artísticas.
Expressão interior: Esta pessoa assumiu-se a si mesma, resgatando a capacidade de sentir amor por si e pelos outros. Se for mulher, sente-se bonita, sensual e capaz de expressá-lo. Se for homem, sente-se também bonito, atraente e capaz de se lançar em grandes voos afectivos ou mesmo eróticos.
Expressão externa: Como resultado da sua entrega, amor e expressão de abundância interior, bons e gratificantes resultados a nível material. Pessoa de grande sensibilidade.
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